1 de junho de 2012

Exposição do Mundo Português em 1940

Com o engenheiro Duarte Pacheco como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e nomeado membro da Comissão dos Centenários, em nota oficiosa de 27 de Março de 1938, o Dr. Oliveira Salazar traça o programa de uma iniciativa a realizar em 1940: a Celebração do Duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal. Num período em que na Europa se viviam momentos de profunda incerteza política, económica e social, e que em Espanha estalara já uma guerra civil, Portugal iria celebrar as duas datas centenárias, com um programa extenso e deveras ambicioso.

Neste sentido era apresentada uma lista de treze grandes obras a serem concluídas até 1940, atestando a capacidade realizadora dos portugueses. As obras diziam respeito ao restauro do Palácio Nacional de Queluz; o novo edifício da Casa da Moeda; o anexo do Museu de Arte Antiga; Auto-Estrada Lisboa-Estádio Nacional; Gare Marítima de Alcântara; Estádio Nacional no Jamor e Estrada Marginal Algés-S.João do Estoril; benefeciação da Assembleia Nacional; obras de reparações no Teatro Nacional de S. Carlos; Parque Florestal de Monsanto; a primeira fase dos hospitais escolares e a ligação da Emissora Nacional às colónias portuguesas.

A "Exposição do Mundo Português", que se realizou de 23 de Junho a 2 de Dezembro de 1940, foi um evento realizado em Lisboa durante o regime do Estado Novo. Com o propósito de comemorar simultaneamente as datas da Fundação do Estado Português (1140) e da Restauração da Independência (1640), constituiu-se na maior de seu género realizada no país até à data. Para a época foi uma grandiosa obra só comparável, com as devidas proporções, com a "Exposição Universal de Lisboa" de 1998.

A Exposição foi inaugurada em 23 de Junho de 1940 pelo Presidente da República, General Óscar Carmona, acompanhado pelo Presidente do Conselho, Dr. Oliveira Salazar e pelo Ministro das Obras Públicas e Comunicações, Duarte Pacheco (que acumulava o cargo de Presidente da Câmara de Lisboa desde 1938), Cardeal Patriarca de Lisboa D. António Gonçalves Cerejeira, Dr. Marcelo Caetano comissário da "Mocidade Portuguesa", António Ferro director do "SPN - Secretariado de Propaganda Nacional" e outras individualidades.

Belém antes da construção da Exposição do Mundo Português

Dias antes da sua inauguração

«O sonho converteu-se em realidade. A esta mesma hora, no local sagrado, donde em quinhentos partiram as caravelas para a Índia, nesse quadro de grandeza histórica, que é, porventura, o mais alto como significado universal da raça e o mais belo como espírito épico das nossas marinharias o Chefe do Estado, na sua representação de poderes, inaugura a Exposição do Mundo Português. è sem dúvida uma hora ardente, vitória de exaltação pátria! Sente-se como que um arroubo mística nesta consagração de oito séculos de história, com os seus monumentos verdadeiros, as suas recordações venerandas, as suas precárias alegorias, em imagens alternadas de ontem e de hoje, numa síntese admirável do que Portugal representa na civilização do mundo.» in: Diário de Lisboa

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No acto de inauguração da Exposição, o engº Duarte Pacheco afirmou:

«Erguer em escassos onze meses com recursos diminutos - agravadas as dificuldades próprias do empreendimento com a s que resultaram do conflito europeu e do inverno passado excepcionalmente rigoroso e prolongado - o quadro que os vossos olhos embevecidos vão contemplar dentro de momentos pode parecer um milagre, e é, sem dúvida, um êxito fulgurante».

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Os responsáveis pelo evento foram Augusto de Castro (Comissário-Geral), Sá e Melo (Comissário-Geral-Adjunto), José Leitão de Barros (Secretário-Geral) e Cottinelli Telmo (Arquitecto-Chefe), que incluía pavilhões temáticos relacionados com a história de Portugal, suas actividades económicas, cultura, regiões e territórios ultramarinos. Incluía ainda um pavilhão do Brasil, único país estrangeiro convidado.

O «Diário do Governo» publica o decreto fixando a comissão oficial (28 de Outubro) presidida por Alberto de Oliveira (que, falecido em Abril de 40, não veria a exposição), secretariada por António Ferro e constituída por um leque de personalidades, artistas, escritores e políticos. Faziam parte os directores dos museus nacionais de Lisboa (João Couto e Sousa Lopes) e das duas academias (Júlio Dantas e Reynaldo dos Santos), Henrique Galvão, da Agência-Geral das Colónias, comissário da Exposição Colonial do Porto em 1934, os arquitectos Raul Lino, Pardal Monteiro, Paulino Montês e Cottinelli Telmo.

Construção de vias de acesso

 

A Comissão Executiva era presidida por Júlio Dantas, sendo o secretário-geral António Ferro e o Comissário Geral Augusto de Castro. Cottinelli Telmo encarregava-se da direcção dos trabalhos de arquitectura, Matos Sequeira da coordenação histórica, Leitão de Barros, cineasta, jornalista, pintor e já organizador de cortejos históricos famosos em festas de Lisboa, iria dirigir os serviços externos e Gomes de Amorim a jardinagem do espaço da exposição.

Cottinelli Telmo encarregava-se da direcção dos trabalhos de arquitectura, Matos Sequeira da coordenação histórica, Leitão de Barros, cineasta, jornalista, pintor e já organizador de cortejos históricos famosos em festas de Lisboa, iria dirigir os serviços externos e Gomes de Amorim a jardinagem do espaço da exposição.

                                                                    Guias e Bandeira oficiais da Exposição

 

Bilhetes

 


bilhetes gentilmente cedidos por Carlos Caria

Outra das obras a realizadas para estar finalizada para a Exposição foi a "Estação Fluvial de Belém". Projectada pelo arquitecto Frederico Caetano de Carvalho, foi construída com a fim de facilitar o transporte fluvial de passageiros, entre Belém a Cova do Vapor e a Trafaria.

Estação Fluvial de Belém

Estação Fluvial de Belém.2 Estação Fluvial de Belém.1

Estação Fluvial de Belem (interior)

Em Janeiro de 1940 é criada a "Revista dos Centenários", instrumento de informação para dar a conhecer ao país o estado dos trabalhos da Exposição, a marcha das iniciativas das comemorações dos Centenários ao longo do ano de 1940, além da vertente cultural e arquivista. Foi integrada na secção de propaganda, superintendida por António Ferro que acumulou as funções de secretário-geral da Comissão e de director do "Secretariado de Propaganda Nacional" (SPN). Foi lançado o primeiro número em 31 de Janeiro de 1940 e o último número em 31 de Dezembro do mesmo ano.

 

Seria criado pela CP, um comboio especial que ligaria o Porto à cidade de Lisboa, para transporte de visitantes a este evento, e que foi chamado de “Expresso de Prata”.

“Expresso de Prata”

Para a concretização da Exposição António Ferro reuniu a equipa que trabalha para o SPN, já com a experiência recente da participação na "Exposição Colonial" do Porto em 1934 e nas Exposições Universais de Paris em 1937 e de Nova Iorque em 1939.

Para a efectiva execução deste projecto, o "MOPC -Ministério das Obras Públicas e Comunicações" alterou o curso da linha férrea na Avenida da Índia, expropriou terrenos, deslojou habitantes e demoliu considerável número de construções e, em 11 meses, construiu uma cidade histórica feita de estuque, madeira, gesso e papel.

Situada entre a margem direita do rio Tejo e o Mosteiro dos Jerónimos, ocupava cerca de 560 mil metros quadrados. Na sua construção trabalharam durante 11 meses, 15 engenheiros, 13 arquitectos, 1.000 estucadores, 5.000 operários e 129 serventes. Centrada no grande quadrilátero da Praça do Império, esta era definida lateralmente por dois grandes pavilhões, longitudinais e perpendiculares ao Mosteiro: o "Pavilhão da Honra e da Cidade de Lisboa" (arq. Luís Cristiano da Silva), e do outro lado, o "Pavilhão dos Portugueses no Mundo" (arq. Cottinelli Telmo). Se este último nome lhe não é estranho está certo ...Cottinelli Telmo, apesar de arquitecto famoso, foi o realizador de um dos melhores e mais famosos filmes portugueses de sempre " A Canção de Lisboa " de 1933. Consultar artigo neste blog no seguinte link: “Belém e a Expo do Mundo Português”.

 

                       Lado ocidental da Exposição com o Pavilhão dos Portugueses no Mundo ( arq. Cottinelli Telmo)

               Lado oriental da Exposição com o Pavilhão de Honra e da Cidade de Lisboa (arq. Luís Cristino da Silva)

                   Porta da Fundação (quatro guerreiros medievais) que integrava um viaduto sobre a linha férrea

 

Entrada Sul

 

    

Vistas do Pavilhão dos Portugueses no Mundo ( arq. Cottinelli Telmo)

 

                 Fonte Luminosa com os brasões em mosaico representando as províncias do Império em seu redor

                                                                Pavilhão do Brasil (arq. Raúl Lino)

 

O evento levou a uma completa renovação urbana da zona ocidental de Lisboa. A sua praça central deu origem à Praça do Império, uma das maiores da Europa. A maioria das edificações da exposição foi demolida ao seu término, restando apenas algumas como o actual "Museu de Arte Popular" e o "Monumento aos Descobrimentos" (reconstrução com base no original de madeira). A exposição levou também à construção de outras infraestruturas de apoio, como o "Aeroporto da Portela".

Padrão dos Descobrimentos (arq. Cottinelli Telmo / escultor Leopoldo de Almeida) e o Espelho d’Água 

Espelho d’Água e Centro Regional Vida Popular (arquitectos: António Maria Veloso Reis Camelo e João Simões)

 

            Centro Regional Vida Popular (arq. Veloso Reis e João Simões), a partir de 1948 Museu de Arte Popular

Vistas do Pavilhão de Honra e da Cidade de Lisboa (arq. Luís Cristino da Silva)

 

                                       Esfera dos Descobrimentos (arq.Cottinelli Telmo e arq.Pardal Monteiro)

 

Pavilhão da Fundação de Portugal (arq. Rodrigues Lima)

Pavilhão da Colonização (arq. Carlos Ramos)

"Cavalos Marinhos" (escultor António Duarte)

Álbum de fotos evocativo da Exposição

Este livro, albúm de fotos da "Exposição do Mundo Português" foi editado em 1940, com texto de Gustavo de Matos Sequeira; direcção artística de Manuel Lapa; trabalhos de coordenação final do Dr. Francisco Avillez; com fotografias de Amadeu Ferrari, António Santos d`Almeida Júnior, Carvalho Henriques, Fernando Vicente, Horácio Novais, João Martins e Mário Novais.

Sala do Teatro no Pavilhão de Honra

        

Vistas de interiores de alguns pavilhões

 

       

       

       

       

                                                                                   A "Nau Portugal"

    

As três fotos anteriores retratam a "Nau Portugal" que foi mandada construir, na Gafanha da Nazaré, propositadamente para este evento e partindo duma ideia de Leitâo de Barros, secretário-geral desta Exposição. O seu lançamento à água foi deveras dramático e essa história é contada e ilustrada noutro artigo que pode consultar no seguinte link: "Nau Portugal".

Os primeiros seis autocarros da "Carris" foram adquiridos propositadamente para esta Exposição. Eram da marca britânica «AEC» modelo «Regent», equipados com um motor de 7,7 litros ofereciam 28 lugares sentados. Em 1941 seriam utilizados para a "2ª Exposição Nacional de Floricultura" e em casos pontuais para serviço da “Mocidade Portuguesa. Só em 1944 seriam inauguradas as carreiras de autocarros em Lisboa.

                                            Primeiros seis autocarros «AEC Regent» importados pela "Carris"

                                              Carreiras de autocarros exclusivos e directos Rossio-Exposição


gentilmente cedido por Carlos Caria

Cabine de Som  Philips

 

Pavilhão das Telecomunicações

Telegrama dos “CTT”, da Páscoa de  1940

Pavilhão dos Descobrimentos (arq. Pardal Monteiro) 

                                 Exposição do Mundo Portugues 1940.11

                                                    Pavilhão da Fundação e Conquista (arq. Rodrigues Lima)

                                 

O "Espelho de Água", a feira de atracções e a zona comercial emprestaram ao recinto um tom festivo e recreativo.

                                              Farol                                                                         Lago das diversões

  

Junto ao "Pavilhão do Centro Regional Vida Popular", recriaram-se todos os tipos de «Casas Portuguesas» e costumes das regiões de Portugal. Estiveram representadas as regiões de Trás-os-Montes, Minho, Douro e Beira Litoral, Beira Alta e Beira Baixa, Estremadura e Ribatejo, Alto e Baixo Alentejo, Algarve, Madeira, Açores e Macau. Um trabalho do arquitecto Jorge Segurado com a colaboração de Sales Viana e de D. Tomás de Melo.

Torre do Pavilhão da Ourivesaria no “Centro Regional Vida Popular”

Reconstituição de uma rua de Macau

 

Secção da Índia Portuguesa

As "Aldeias Portuguesas" e a "Secção Colonial", a par da reconstituição material apresentariam figurantes, o centro regional e a "Exposição Etnográfica" materializavam nas tendências do quotidiano a unicidade do «ser português».

                                                   

                                                              Aldeias Portuguesas  (arq. Jorge Segurado) 

Exposição do Mundo Portugues 1940.60 Exposição do Mundo Portugues 1940.59

 

«Visão típica do conjunto das terras portuguesas. À entrada, a seguir ao arco, um moinho de velas, onde estão instalados os postos de informação da Comissão de Propaganda e Recepção da Comissão Executiva dos Centenários “…a síntese deliciosa de toda a paisagem portuguesa cheia de ternura e de idealismo, de pitoresco e de unidade de espírito.»

Ainda fizeram parte desta Exposição o Pavilhão da Ourivesaria, Pavilhão do Mar e Terra, Pavilhão das Artes e Indústrias, Pavilhão da Doçaria e Panificação, e a "Secção Colonial".

Secção Colonial - Pavilhões das possessões insulares

A 30 de Junho de 1940 teve lugar nesta Exposição o «Cortejo Histórico do Mundo Português» criado e encenado por Henrique Galvão.

 

 

Incluída nas celebrações do Duplo Centenário foi inaugurada a "1ª Exposição Nacional de Floricultura" a 2 de Junho no Palácio de Exposições na Tapada da Ajuda. Esta Exposição foi da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa e teve a colaboração do Instituto de Agronomia, viveiristas e comerciantes. No ano seguinte repetir-se-ia este tipo de evento com a "2ª Exposição Nacional de Floricultura".

                                                                          Cartaz de Roberto Araújo

1940 Exposição de Floricultura

Á luz da análise histórica, a "Exposição do Mundo Português" constituiu a iniciativa político-cultural mais importante do Estado Novo. Outras iniciativas expositivas a antecederam no tempo, e outras ocorreram posteriormente, contudo, da iniciativa político ideológica à convocação de esforços materiais e humanos, esta Exposição tomou proporções inéditas e irrepetíveis. O presidente do Concelho Dr. Oliveira Salazar acreditava que o nosso poder realizador permitia que, no curto espaço de dois anos, tudo se restaurasse, melhorasse e construísse.

                                                                             Selo alusivo à Exposição

                                            No final da visita muita gente compraria um postal de recordação …

Nota.: Para consultar outros artigos neste blog, directamente relaccionados com esta Exposição, consultar os seguintes links, neste blog: 

Belém e a Expo do Mundo Português
Espelho d’Água
Nau “Portugal”

Fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Estúdio Horácio Novais), Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional Digital, Do Porto e Não Só

34 comentários:

APS disse...

Os meus parabéns por mais um excelente documento histórico, de um evento muito marcante no anos quarenta do século XX.
Lembro-me vagamente de alguns pavilhões, que teimosamente tentavam resistir nos anos subsequentes.
Ia com meus pais no eléctrico Nº 16 «BELÉM-CAMINHOS DE FERRO» (mais tarde) «BELÉM-XABREGAS» visitar «BELÉM» (minha mãe nasceu em Belém). A partir dos anos 50, quando passei a utilizar a linha de comboios da "Estoril-Sol", passava em Belém e reparava que aquelas "belezas", lentamente iam desaparecendo. Resta-nos o "Espelho de Água" e o "Museu de Arte Popular", embora já um pouco alterados.
Um abraço
APS

José Leite disse...

Caro Agostinho

Grato pelo seu comentário

A minha lembrança dos «restos» desta Exposição são também o Espelho de Água, e o Museu de Arte Popular.

Também me seria impossível lembrar de mais pois nasci em 1958 ...


Cheguei a ir a uma feira (julgo do artesanato), em criança com os meus pais, e que lá se realizava nos anos 60.

Um abraço

José Leite

Manuel Tomaz disse...

Meu irmão, emigrante no Brasil, felizmente ainda vivo, que nasceu em 1925, nas nossas conversas diárias, atravez do Skype, falou-me que assistiu aos trabalhos, com máquinas que até então desconhecia.Agora vou ter o prazer de lhe enviar a postagem que, acredito, lhe dará imensa satisfação. Parabens por êste belo trabalho
Manuel Tomaz

José Leite disse...

Caro Manuel Tomaz

Grato pelo seu comentário e já agora postei 2 imagens com as «modernas» máquinas de então em laboração na Expo.

Cumprimentos

José Leite

Anónimo disse...

Um dos muitos trabalhos do estado novo que muita obra deixou , no entanto prevalece a máxima que nada fez , é realmente um tema nos nossos dias muito mistificado ,quer em relação à obra quer em relação à ideologia etc. pena ter havido (ainda há) uma campanha por ditos "portugueses" que logo se apressam a mandar abaixo esta que foi e pelos vistos irá continuar a ser uma das grandes épocas que se pôde viver , o estado novo não foi só os últimos 10 anos , fico muito satisfeito por poder aqui beber um pouco desse tempo com total independência da sua parte , aproveito para lhe dar os parabéns por tão extenso post e pelo muito interessante trabalho que tem aqui no seu espaço , muito tempo lhe deve ocupar mas acredito que lhe dá gosto e deve encher de orgulho a si e aqueles que consigo privam .

José Leite disse...

Caro Anónimo

Quanto ao tempo que este blogue me toma, como dizia Vasco Santana no filme «Canção de Lisboa» «nem me lo digas!» ... mas gosto muito do que faço.

Tento relembrar e para os mais novos informar, acima de tudo, a história de Portugal (em todos os sectores e quadrantes)que parece ter sido riscada ao que antes de 1974 diz respeito com as suas virtudes e seus defeitos.

Muito agradecido pelas suas amáveis palavras e pelo seu comentário.

Cumprimentos

José Leite

Graça Sampaio disse...

Esta entrada está extraordinária! Que belo documento histórico! Muitos parabéns pelo seu trabalho. Esta reportagem tocou-me especialmente porque se trata da minha área natal que é lindíssima. A minha mãe falava imenso desta exposição porque a viveu de perto. Os bailes a que eu fui no lindíssimo Espelho de Água.

Muitos parabéns uma vez mais.

José Leite disse...

D. Graça Sampaio

Muito grato pelo seu sempre amável comentário.

Cumprimentos

José Leite

aristoteles drummond disse...

Este magnifico trabalho deveria ser transformado num livro amplamente ilustrado. Acabo de regressar de mais uma viagem a Portugal e sempre me impressiona que em anos tão conturbados , antes e durante o conflito mundial, foi possível se fazer tantas obras, até hoje importantes na cidade . E clima de confiança no país , que vinha, dez anos antes, de grave crise , que já havia destruído a auto estima do povo. Meu avõ Augusto de Lima JUNIOR , foi o Delegado do Brasil e meu pai integrou a equipe do General Pinto . Parabéns pelo trabalho e agradeço se pudesse me informar onde obter fotos e cópias de publicações em que meu saudoso avô aparece . Aristoteles Drummond- Rio de Janeiro

José Leite disse...

Caro Aristoteles Drummond

Quanto às fotos na sua maioria são pertença da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

São disponibilizadas no "Flickr", mas não sei se vendem cópias ...

Quanto às publicações se ainda existirem para venda, julgo que só em alferrabistas.

Grato pelas suas amáveis palavras, e pelo seu comentário.

Os meus cumprimentos
J.Leite

Anónimo disse...

Adorei o texto.... sabe dizer-me porque que foi tudo desmontado?
Era tudo lindissimo, devia ter ficado ate aos dias de hoje.
Obrigada

José Leite disse...

Caro(a) Anonimo(a)

Quase tudo foi desmontado, mas nem tudo.

Apenas o que não era construído em tijolo e cimento. Pois como referi a maior parte da Exposição foi construída em estuque, madeira, gesso e papel.

Restou o Espelho de Água, Museu de Arte Popular, fonte luminosa, e anos mais tarde seria reerguido o Padrão dos Descobrimentos.

Rodavlas disse...

Caro José Leite,
Apesar de ser com relativo atraso, não podia deixar de fazer o meu comentário sobre esta sua postagem. E o fiz de uma forma diferente, aproveitando o meu Blog, que deve ser acessado em:
http://salvadornet.blogspot.com.br/2013/06/exposicao-do-mundo-portugues.html . Por favor dê uma olhada.Veja também o comentário feito neste seu Blog em 1.6.2012 por meu irmão Manuel Tomaz.
Receba os cumprimentos do
Salvador Tomaz

José Leite disse...

Caro Salvador Tomaz

O sr. seu irmão dá-me a honra de seguir e comentar o meu blog já há um tempo.

Quanto a si, é a primeira vez que me dá o privilégio do seu comentário, o que muito me honra.

Li o que publicou no seu blog, o que muito me sensibilizou.

Muito grato pela sua amabilidade e os meus cumprimentos

José Leite

Anónimo disse...

Parabéns pela entrada. Tenho no entanto que fazer um reparo, creio que o Cortejo foi da responsabilidade de Henrique Galvão e não de Leitão de Barros.
Cumprimentos

José Leite disse...

Caro(a) Anónimo(a)

Grato pelo seu comentário e pelo seu reparo.

Vou verificar, e se estiver errado o que escrevi, corrigirei de imediato.

Os meus cumprimentos

José Leite

portuguesinha disse...

Olá.
Sigo o seu blogue faz tempo. Leio o que escreve. Tal como outros fico maravilhada. Vinha deixar um comentário para revelar o meu apreço pois vejo que as postagens mais recentes não os recebem, embora saiba que devem ter muitos leitores igualmente maravilhados.

Um belo dia encontrei por acaso umas imagens e respectiva referência a esta exposição que desconhecia ter acontecido. Fiquei maravilhada e imediatamente curiosa. Hoje aprendi um tanto mais da nossa história. Só me apetece poder lá ter estado!

Vivia-se a identidade portuguesa de outra maneira naquele tempo, não?

Deixo-o com uma sugestão: coloque os muitos links que disponibiliza no texto para abrir numa janela à parte. Assim é possível consultar tudo em simultâneo.

Parabéns e continue!

José Leite disse...

Cara "Portuguesinha", se me permite

Muito grato pelas suas amabilíssimas palavras.

Quanto à sua sugestão, tenho a informá-la que já alterei a situação. Apesar de neste artigo o já ter feito, não vou «correr» todos os já publicados, a e efectuar a alteração por razões óbvias.

Realmente foi uma falha minha que nunca me apercebi, já que como há-de compreender eu não a utilizo.

Se não forem os leitores a proporem-me alterações, como esta, eu nem me lembro ou nem dou por isso.

Muito grato e os meus cumprimentos

José Leite

Anónimo disse...

Conteúdos e imagens fantásticas! Aproveitei muitos destes recursos para preparar uma aula sobre as transformações urbanísticas na cidade de Lisboa.

Abraço e continua a publicar textos sobre a cultura portuguesa.

Anónimo disse...

Muito boa publicação, está deveras um trabalho muito bem estruturado acompanho por fontes visuais que comprovam a matéria exposta. Espero vir a ter a oportunidade de vir a ler mais publicações suas acerca de temas ''controversos'' da sociedade portuguesa.

José Leite disse...

Caro(a) Anónimo(a)

Muito grato pelo seu comentário

Os meus cumprimentos

José Leite

Margarida Pinheiro disse...

Caro José Leite,
Recebi um email´cujo título era "São mesmo de guardar...."
Pesquisei e dei com esta maravilhosa reportagem sobre "A exposição do Mundo Port.". Nasci em 1947, mas fartei-me de ouvir falar dela enquanto nova, e BEM.
Parabéns, pois quer gostemos ou não, o Passado histórico não é para enterrar. Na nossa História temos muito com que nos congratular e lamentar...a ver vamos daqui a 100anos.
Gostava de saber se Henrique Galvão aqui lembrado, foi o mesmo do Santa Maria.
Cumprimentos
Margarida Pinheiro

José Leite disse...

D. Margarida Pinheiro

É o mesmo, Capitão Henrique Galvão. Já em 1934 tinha sido Comissário Geral da Exposição Colonial Portuguesa, realizada no Porto.

Os meus cumprimentos

José leite

vr disse...

Caro José Leite,

Poderá dizer-me a que documento de refere a imagem das "Aldeias Portuguesas - na Exposição do Mundo Português", com a legenda Aldeias Portuguesas (Arq. Jorge Segurado)? Trata-se do guia/roteiro dessa secção? E já agora, onde encontrou essa imagem/ documento?

Desde já grato pela atenção, aproveito para lhe endereçar meus os parabéns pelo seu blog.

Vítor Ribeiro

José Leite disse...

Caro Vítor Ribeiro

Trata-se do guia/roteiro dessa secção da Exposição.
A capa desse roteiro foi encontrada no seguinte link:

http://doportoenaoso.blogspot.pt/2010/05/exposicao-do-mundo-portugues-3.html

Aproveito para agradecer as suas amáveis palavras em relação a o blog

Os meus cumprimentos

José Leite

vr disse...

Caro José Leite,

Muitíssimo Obrigado!
Já acedi ao link e encontrei o que vai ser de muita utilidade para um trabalho de investigação que estou a iniciar.

Um abraço
Vítor Ribeiro

isabel lourenço disse...

Sabia que tinha havido uma exposição em 194o, mas não fazia a mínima ideia da proporção da mesma. Hoje, devido a uns postais que me foram oferecidos, há anos, por um angolano, reparei que, no verso, referia a Agência Geral das Colónias e o duplo centenário 1140 - 1940.
Fiquei intrigada com a data e resolvi procurar a fundaçºão da referida agência. Não consegui encontrar a data que queria mas deparei-me com o artigo sobre a exposição de 1940.
Fiquei completamente fascinada com o que vi, com o tempo record com que foi construída e os benefícios de que Lisboa aproveitou. Mas o que mais me espantou foi saber que o 1º Ministro O.Salazar,tivesse pensado num empreendimento de tal magnitude e de tal beleza.
Só tenho pena, tal como escreveu outro leitor anterior a mim, que a maior parte dos edifícios da exposição tenham sido desmontados, porque teria ficado uma obra épica.

José Leite disse...

D. Isabel Lourenço

Muito obrigado pelo seu comentário.

Os meus cumprimentos

José Leite

rjorge disse...

Na minha juventude ainda me lembro perfeitamente dos pavilhões que ladeavam o jardim em frente aos jeronimos. Evidentemente do pavilhão do Museu de Arte Popular e dos Pavilhoes junto ás docas que serviram mais tarde de atelier a alguns artistas portugueses de renome. Sendo familiar de Thomaz de Mello (Tom), artista que participou activamente na obra, é com enorme prazer que li e observei as fotos do seu artigo. É optimo que as gerações mais novas possam ter a noção do que de positivo foi feito numa epoca tão denegrida. Obrigado

José Leite disse...

Caro Jorge

Muito grato pelo seu comentário.

Os meus cumprimentos

Zé Povinho disse...

Já aqui tinha vindo parar a propósito da exposição de arte portuguesa em Londres e tinha gostado muito, e agora cá estou a propósito deste artigo, que me interessa muito bem como pelas fotografias, que já conhecia na sua maior parte. Obrigado
Abraço do Zé

José Leite disse...

Caro "Zé Povinho"

Muito grato pelo seu comentário.

Cumprimentos

idalete Giga disse...

É um trabalho importantíssimo para que os jovens, sobretudo, conheçam um pouco da nossa História que foi tão mal tratada, pervertida, enxovalhada a seguir à Revolução de Abril e continua. Chegou a hora de reflectirmos sem medos, sem preconceitos, sobre quem somos como povo e como nação, recuperarmos valores perdidos e impormo-nos no mundo fazendo conhecer a nossa História e a nossa Cultura que são riquíssimas.
A Exposição do Mundo Português não pode ser esquecida. Chegou também a hora de enfrentarmos o que fizémos de bom e de mal para construirmos TODOS um NOVO PORTUGAL mais justo, mais humano, mais fraterno. PARABÉNS AO AUTOR DESTE BELO TRABALHO QUE FAZ PARTE DA NOSSA HISTÓRIA. Idalete Giga

José Leite disse...

D. Idalete Giga

Muito grato pelo seu comentário e pelas suas amáveis palavras em relação a este trabalho.

Cumprimentos
José Leite