21 de julho de 2016

Loja “Rampa”

A loja de moda para senhora, homem e criança, “Rampa”, localizada no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 15, em Lisboa, projectada pelo arquitecto Francisco Conceição Silva (1922-1982), construída por Diamantino Tojal, com a supervisão do engenheiro Pereira Gomes, foi inaugurada em 4 de Junho de 1956, seis meses depois de ter começado, em 2 de Janeiro de 1956, a demolição da primitiva loja.

Exterior da loja “Rampa” inaugurada em 4 de Junho de 1956

Anúncio da primitiva loja em 6 de Dezembro de 1955

Anúncio da inauguração da nova loja “Rampa” em 4 de Junho de 1956

O projecto da loja “Rampa”, estabelecimento com 3 pisos, que vendia roupas femininas, masculinas, criança e objectos artísticos, teve a colaboração do arquitecto José Daniel Santa-Rita Fernandes (1929-2001) do pintor Rolando Sá Nogueira, Almada Negreiros, Júlio Pomar, entre outras obras de outros artistas. Conceição Silva estendeu a sua acção a todo o design de interiores que incluiu o desenho de todo o mobiliário. A imagem deste espaço comercial era marcada por uma fachada totalmente envidraçada que funcionava como montra da totalidade da loja e que deixava ver a rampa espiralada do interior que unia os diferentes pisos. O único elemento opaco desta fachada era a moldura da porta de entrada, revestida com azulejos da autoria de Querubim Lapa (1925 - ), funcionando como um aro suspenso que podia ser visto de várias perspectivas, quer do exterior, quer do interior da loja.

 

Esta loja seria demolida, junto com o prédio onde estava instalada, nos anos 80 do século XX. Recordo que o arquitecto Conceição Silva, foi responsável, também, pelo projecto do “Hotel do Mar”, inaugurado em 6 de Agosto de 1966 em Sesimbra, cujo artigo respectivo poderá ser consultado, neste blog, no seguinte link: Hotel do Mar”.

Anúncio de 17 de Janeiro de 1967

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

7 comentários:

Graça Sampaio disse...

Um luxo essa ficha técnica! E um luxo de loja à época!!

Obrigada per no-la fazer recordar.

José Leite disse...

D. Graça Sampaio

Tem toda a razão. Tanta artista junto numa só loja.

Grato pelo seu amável comentário e os meus cumprimentos.

João Celorico disse...

Caro José Leite,

Estranho é, quem conhecerá um tal de Nikias Rapina Ris! "Matarm" o Nikias Ribeiro Skapinakis antes de tempo!

Cumprimentos,

João Celorico

João Celorico disse...

Caro José Leite,

e, já agora o "Lina" de Freitas!!!

Estes publicitários...

Cumprimentos,

João Celorico

José Leite disse...

Caro João Celorico

Confesso que não entendi muito bem os seus comentários, mas acredito !! ... :)

Os meus cumprimentos

José Leite

João Celorico disse...

Caro José Leite,
as minhas sinceras desculpas por não ter sido mais explícito mas, dado que nos comentários anteriores se falava em tanto artista junto, curioso fui dar uma olhadela pelos seus nomes e no anúncio da inauguração em 4 de Junho de 1956, dei voltas à minha cabeça para me lembrar dum tal Nikias Rapina Ris e seguidamente, numa leitura mais atenta, lá me apareceu também o "Lina" de Freitas.
O meu comentário foi apenas para fazer notar as gralhas nele apostas e que não mereceram a atenção dos revisores de provas.

Agora sou eu que agradeço a sua confiança pois, mesmo não entendendo, acredita no que eu digo e escrevo. O meu bem haja!

Melhores cumprimentos,

João Celorico

José Leite disse...

Caro João Celorico

Não tenho o hábito de acreditar em todos os comentários.

No seu caso, o seu historial de comentários neste blog, tem sido correcto e educado, pelo que mesmo que o João não estivesse desta vez, ou de outra vez futura, certo qual o problema? Tem tanto direito a errar como eu e vice versa.

Nunca esqueça, ou esqueçam os leitores deste blog, que eu sou um autididacta (facto que nunca o escondi)sem formação superior em nada e que tento dar o meu melhor e ser o mais fidedigno, que as fontes a que recorro me permitam, e que tento sempre confirmá-las.

Ao confiar em si não fiz mais que o João Celorico confia à priori nos meus artigos.

Os seus comentários e chamadas de atenção serão sempre bem-vindos.

Os meus cumprimentos

José Leite