11 de novembro de 2014

Prémios Valmor de Arquitectura (4)

Quarto artigo e último, duma série de quatro, onde publico mais uma série de fotos, dos primeiros 50 anos (1902-1952) do “Prémio Valmor de Arquitectura”. Acerca da história deste prémio consultar neste blog o seguinte link: “Prémios Valmor de Arquitectura (1)”.

Prémios Valmor de Arquitectura de 1938 a 1952

1938 - Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Arq. Porfírio Pardal Monteiro), na Rua Marquês de Tomar
1939 - Casa de Bernardo Moniz da Maia (Arq. Miguel Rebelo de Andrade), na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro

 

1940 - Edifício-Sede do “Diário de Notícias” (Arq. Porfírio Pardal Monteiro), na Avenida da Liberdade
1942 - Prédio de Dr. José Gomes Mota e esposa (Arq. António Veloso dos Reis Camelo), na Rua da Imprensa à Estrela

 

O “Prémio Valmor de Arquitectura” continua a ser sinónimo de uma certa qualidade arquitectónica que reflete, tanto pelos bons como pelos maus exemplos, os gostos dominantes das diferentes épocas. Após uma primeira proposta de regulamento apresentada pelo engº Duarte Pacheco, então presidente da Câmara Municipal de Lisboa e Ministro das Obras Públicas, o “Prémio Municipal de Arquitectura” viria a ser oficialmente instituído em 1943. Partilhando muitas semelhanças com o “Prémio Valmor”, durante os anos em que foi atribuído, 1943-1957, o “Prémio Municipal de Arquitectura” premiaria obras de qualidade muito diversa mas geralmente mais modernas dos que as galardoadas pelo “Prémio Valmor”. Apesar de um primeiro regulamento apenas contemplar edifícios de habitação, foi posteriormente alterado, permitindo assim um alargamento a qualquer tipo de edificação.

1943 - Prédio de Regina Quintanilha de Sousa e Vasconcelos (Arq. Raúl Rodrigues Lima), na Avenida Sidónio Pais
1944 - Casa de Luís Cristino da Silva (Arq. Luís Cristino da Silva), na Avenida Álvares Cabral

      

1945 - Prédio de Ferreira & Filho, Lda. (Arq. António Maria Veloso dos Reis), na Avenida Sidónio Pais
1946 - Prédio de Fortunato Siva e Raúl Saragga (Arq. Fernando Silva), na Avenida Casal Ribeiro

 

1949 - Prédio da Companhia de Seguros Sagres (Arq. João Simões), na Rua Artilharia Um
1950 - Casa de Joaquim Cantante Mota (Arq. Alberto José Pessoa), na Rua Duarte Pacheco Pereira

 

1952 - Casa de Américo Serpa e Melo Queiroz (Arq. João Faria da Costa), na Avenida do Restelo

Observação: não foram atribuídos prémios nos seguintes anos : 1932, 1934, 1935, 1936, 1937, 1941 e 1948

A atribuição deste “Prémio Valmor de Arquitectura” teria uma longa interrupção entre 1953 e 1957, tendo sido retomada a partir de 1958, ano em que foi atribuído ao edifício dos laboratórios do “Instituto Pasteur de Lisboa” (Arq. Carlos Ramos) localizado na Avenida Marechal Gomes da Costa.

1958 - Laboratórios do “Instituto Pasteur de Lisboa” (Arq. Carlos Ramos), na Avenida Marechal Gomes da Costa

Este prémio, depois de sucessivas interrupções, - 1959/60/61/63/64/65/66/68/69/72/73/74/76/77/79/81/82/83 - foi recuperado em 1984 - edifício do “Banco Fonsecas & Burnay” (Arq. Raúl Tojal) na Rua Castilho - estando desde essa altura associado ao “Prémio Valmor” passando a designar-se desde então “Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura”. A partir de 1997, o Município de Lisboa não atribuiu o “Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura”. Esta situação veio a ser regularizada em 2003 com outorga do Prémio de 2002 e no início de 2004 dos Prémios de 1997 a 2001. Em 2003 foi também reformulado o regulamento, passando o mesmo a incluir, pela primeira vez, a área de Arquitectura Paisagista, tendo assim este prémio adquirido uma nova dimensão. O Prémio relativo a 2003, avaliado em 2006, não foi atribuído. Os Prémios relativos a 2004, 2005 e 2006 foram atribuídos em 2009.

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

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