18 de setembro de 2014

Caminhos de Ferro Portugueses (17)

A 2 de Julho de 1919, teve início a greve do pessoal da “Companhia Portuguesa dos Caminhos de Ferro” que foi bastante longa, durando cerca de dois meses, até Setembro, afectando as ligações ferroviárias nacionais, sobretudo na parte central do país e ainda as linhas internacionais. Várias eram as suas reivindicações, mas pode salientar-se a questão do salário que se queria aumentado e a exigência do direito à previdência e subsídio familiar.

Notícia na revista “Illustração Portugueza” de 14 de Julho de 1914

Efeitos da greve na estação de Santa Apolónia

 

No início da greve os grevistas praticaram actos de sabotagem de modo a impedir o normal funcionamento dos comboios e a sua circulação e, mais tarde, rebentariam ainda bombas na Estação do Rossio e verificar-se-iam descarrilamentos tanto em Lisboa como no Entroncamento. Para evitar descarrilamentos ou outros actos de sabotagem, o governo obrigou grevistas a viajarem num vagão aberto à frente da locomotiva. Este ficou conhecido como o "vagão fantasma".

Descarrilamento provocado perto do Entroncamento

 

Descarrilamento provocado à saída do túnel de Xabregas

   Acidente provocado na Estação de Campolide, em Lisboa        Descarrilamento provocado à saída de Santa Apolónia

 

Em 7 de Julho de 1919, e em virtude da recusa do Governo em tratar com os ferroviários grevistas, fez intervir o Exército para a condução dos comboios.

fotos in: Hemeroteca Digital, Arquivo Municipal de Lisboa

2 comentários:

Elvas Militar disse...

Bonito apontamento sobre a história ferroviária de Portugal. Os Meus parabéns. Obrigado.

José Leite disse...

Eu é que agradeço as suas palavras

Cumprimentos

José Leite