1 de setembro de 2013

Clubs Nocturnos de Lisboa

Neste artigo apesar de me debruçar mais alongadamente sobre os Clubs nocturnos de Lisboa, que existiram até aos finais dos 30 do século XX, faço uma breve resenha histórica da vida nocturna lisboeta e nos arredores, até aos anos 80 do século passado.

Os Clubs nocturnos considerados como modernos eram também chamados «clubes da Baixa», devido à nítida concentração nesta zona da cidade, em particular nos Restauradores e nas vias que lhe são adjacentes, nomeadamente o troço a sul da Rua Eugénio dos Santos e, do lado oposto da praça, a Calçada da Glória e o espaço da Avenida da Liberdade que medeia entre esta e o Parque Mayer.

 Gravura de Emmerico Nunes em 1927

1927 Emmerico Nunes

 

A lista dos principais Clubs nocturnos de Lisboa, nos anos 20 do século XX, era a seguinte:

- “Clube dos Restauradores”, na Praça dos Restauradores (Palácio Foz). Mudaria de designação para “Maxim’s
- “Clube dos Patos”, no Largo do Picadeiro ao Chiado
- “Club Internacional”, na Rua 1º de Dezembro
- “Palace Club”, na Rua Eugénio dos Santos
- “Majestic Cub”, na Rua Eugénio dos Santos (Palácio Alverca).
- “Monumental Club”, ex-“Majestic Club” a partir de Janeiro de 1923 
- “Bristol Club”, na Rua Jardim do Regedor
- “Club Mayer”, na Rua do Salitre (Palácio Mayer)
- “Avenida Palace Club”, ex-“Club Mayer”
- “Ritz Club”, na Praça dos Restauradores
- “Olympia Club”, na Rua dos Condes
- “Palais Royal”, na Avenida da Liberdade
- “Regaleira Club”, no Largo de São Domingos (Palácio da Regaleira)
- “Club Montanha, na Rua da Glória
- “Alster Pavillon”, na Rua do Ferragial
- “Salão Alhambra”, no Parque Mayer
- “Turf Club”, no Chiado

Os clubes instalaram-se preferencialmente na zona dos Restauradores e Rua Eugénio dos Santos, procurando associar-se a uma imagem de modernidade e progresso que, passado meio século sobre os projectos e obras iniciais, é em Lisboa ainda conotada com esta área. A centralidade da zona, os equipamentos aí existentes e, de forma geral, a imagem e a identidade desta área, iriam determinar a localização destes espaços neste local.

 

Fora desta zona, já longe da Baixa, encontravam-se o “Club das Avenidas” na Avenida da República, esquina com a Elias Garcia, o “Club Moderno” na Avenida Almirante de Reis e o “Club Rato” na Praça do Brasil.

Alguns Clubs nocturnos. Entre parênteses ano de abertura e encerramento

               Maxim’s (1908-1939) em anúncio de 1922                        “Palais Royal” (1920-1923) em anúncio de 1922

 

Maxim’s - Club dos Restauradores

 

Acerca do “Maxim’s” consultar artigo com a sua história, neste blog, no seguinte link: “Maxim’s - Club dos Restauradores

“Palais Royal”


ficha gentilmente cedida por Carlos Caria

O Club dos Restauradores ou Maxim’s”, foi o primeiro club a aparecer em Lisboa, e funcionou no Palácio Foz a partir de 1908, com dancing, salas de jogo e roleta, bar e restaurante onde se podia comer pela madrugada dentro. Este Club será objecto de um artigo específico, já elaborado e a ser publicado neste blog, brevemente.

“Regaleira Club” (1917-1923) em anúncio de 1922

      

Reagleira Club.1.1   

              “Ritz Club” (1920-1929) em anúncio de em 1922

 

Os clubes nocturnos modernos e cosmopolitas lisboetas, proliferavam, com salas de baile, salas de jogo, bares, restaurantes e bilhares. Surgiam frequentemente associados a elementos de diversão conotados com a modernidade de costumes e atitudes, muitas vezes vistos como transgressores. Tratava-se aqui de uma transgressão que tanto podia ser apenas moral, como acontecia com a vida boémia e a nova imagem feminina que promoviam, ou as novas músicas e danças modernas que aí eram praticadas, como efectivamente de uma transgressão à lei, uma violação da norma legal em vigor, como era o caso dos jogos de azar e do consumo de substâncias proibidas, com destaque para a cocaína.

 

 

 

Ao todo, seriam mais de 21 os clubes que surgiram em Lisboa, onde se experimentava cocaína, diz-se que introduzida por uma senhora francesa no “Clube Montanha”, e o absinto, e se dançava freneticamente fora dos espartilhos dos salões. Fizeram tal sucesso nos loucos anos 20 do século XX, que deram enredos para folhetins da época, narrativas de romance e números de revista. Durante um tempo fugaz, a noite tornava-se uma indústria nova, que prometia um fôlego de cosmopolitismo para o século que se estreava.

Club Montanha” (1920-1928) em anúncio de 1924

1924

A loucura dos anos 20 atingiu também outro tipo de clubes. O “Turf Club”, provavelmente o mais elitista e conservador clube de Lisboa, foi subitamente invadido em 1925 por um espírito de festa. Parte da responsabilidade é atribuída, no livro “O Turf Club e a Sua História”, ao banqueiro Ricardo Espírito Santo - o avô de Ricardo Salgado, actual presidente do BES, é comparado a um «verdadeiro príncipe do Renascimento».

  “Illustração Portugueza” em Maio de 1923

Para quem saiba tocar música aqui fica para experimentar …

 

Os restaurantes dos clubs competiam com outros restaurantes, alguns de luxo da Baixa lisboeta, que praticavam preços elevados e propriedade, na sua maioria de espanhóis galegos. A principal diferença residia no facto da cobrança de  entrada, pelo facto oferecerem um leque mais alargado de serviços e, fundamentalmente, pelo jogo de casino.

No serviço de Bar, o champagne era a bebida mais solicitada e consumida. Também se consumiam licores, peppermint, whisky, cup e outros cocktails, que então se popularizavam, além do vinho do Porto, cognac, absinto, Pernod, entre muitos outros.

 «O cocktail é uma bebida exótica, tão extravagante como o seu nome e que se tornou universal. É exótica como o desenho moderno, os hábitos de hoje, as danças da moda (…)». in revista ABC

Entretanto o “Bristol Club”, propriedade de Mário Freitas Ribeiro, tinha sido inaugurado em 11 de Março de 1918, na esquina da Rua Jardim do Regedor, com a Rua Eugénio dos Santos em Lisboa, edifício que viria, mais tarde, a ser ocupado pela sede do “Sport Lisboa e Benfica” . Foi o Club de maior prestígio em Lisboa, que após remodelação em 1926, foi recheado de esculturas e pinturas de afamados artistas portugueses.

Bristol Club (1918-1928)

Bristol Club

O “Bristol Club” viria a encerrar em 1928. Este Club foi objecto de um artigo específico, neste blog, e que pode ser consultado no seguinte link: “Bristol Club”.

“Club dos Patos” (1913-1927), no Largo do Picadeiro ao Chiado em anúncio de 1926

“Avenida Palace Club” (1920-1927), ex-“Club Mayer” (1918-1920), na Rua do Salitre no Palácio Lima Mayer

Outros três Clubs ficaram famosos na noite lisboeta : o “Palace Club” , inaugurado em Junho de 1918; o “Majestic Club”, o primeiro casino de Lisboa e inaugurado em 1918, e que ocupou o edifício do Palácio Alverca, também conhecido por Palácio de São Luís ou Palácio Paes do Amaral, situado na Rua Eugénio dos Santos. Para informações e imagens mais detalhadas clicar nos links respectivos: “Palace Club”, “Majestic Cub”.

Palace Club (1917-1920)

   Sala de Jogos

Majestic Cub” (1918-1920)

 

Em 1920 o “Majestic Club” encerra e no final desse mesmo ano, a “Sociedade de Hotéis e Restaurantes”, por iniciativa de Carlos Nápoles de Carvalho, aproveita as magníficas instalações que ficam do “Majestic Club” e abre um novo clube, sob a designação de “Monumental Club”, que é proclamado como «um ponto de reunião elegante […] onde se encontrem indivíduos de boa sociedade para conversar». O “Monumental Club” encerraria em 1928.

“Monumental Club” (1920-1928), «o mais rico e civilizado de Lisboa»

 

Esta Lisboa dos anos 20 também viu as revistas do Parque Mayer cheias de alusões aos clubes da época, aos clientes e às meninas de cabelo à ninon -  corte que caracterizava as frequentadoras profissionais, especialistas em emagrecer as carteiras dos jogadores. Independentemente destas actividades, os Clubs eram também locais de grandes banquetes e de festas sociais: o “Bristol” o “Majestic” e o “Maxim’s” foram os mais procurados para eventos sociais.

A seguir à Revolução de 28 de Maio de 1926 ( implantação da Ditadura Militar), embora não existisse uma determinação legal no sentido de proibir de forma determinada estes espaços, mas apenas uma actividade, o jogo, que estes na sua generalidade albergavam, havia uma difícil compatibilidade entre o mundo urbano, ocioso, de carácter transgressor que estes simbolizam e uma sociedade tradicional, conservadora, defendida pelo novo regime.

De facto, os clubes foram fechando as suas portas à medida em que um regime conservador e repressor se instalava e a “febre dos loucos anos 20”  foi passando. A profunda crise económica, financeira e social que afectaria muito em breve o mundo ocidental, seria acompanhada por um abrandar da euforia e busca do prazer vivida no início da década de 20. Ao longo do ano de 1928 encerravam portas, o “Bristol Club”, seguido pelo “Monumental Club” e o “Clube dos Patos”. O “Maxim’s”, graças à sua reputação e clientela influente, sobreviverá ainda mais alguns anos, encerrando só em 1933.

E para amenizar o «ambiente» deste artigo, e promover a «comida á portugueza no melhor apuro»… não esquecendo os «bons vinhos» e «bons petiscos».

1924

1924 João das Velhas

Mas nas décadas que se seguem, a noite será ordeira. No início dos anos 30 do século XX, rapidamente o jogo é proibido nas casas de diversão e os clubes, que entretanto se tinham começado a tornar lugares bas fonds e marginais, são encerrados. O Casino Estoril inaugura em 15 de Agosto de 1931 e passa a ser o único local a possuir a concessão do jogo. A política do Dr. Oliveira Salazar exige brandos costumes e a cultura do regime exalta a pátria e o folclore nacional. Instalam-se as marchas populares, logo em 1932, e promove-se a cultura das casas de fado. Outra grande diversão é a revista à portuguesa no “Parque Mayer”.

Casino Estoril

 

Na classe alta, as noites do Estado Novo são elitistas e reservadas, pouco variando entre o casino, o teatro, a ópera, e a vida social dentro de casa. Para os mais mundanos existiriam sempre os clubes mais discretos e com programas de acompanhantes. Em meados dos anos 40 do século XX, no entusiasmo do pós-guerra, o eixo entre os Restauradores e o Parque Mayer vai-se transformando na zona dos cabarets:

Principais clubs nocturnos de Lisboa nos anos 40 do século XX:

- “Fontória” , na Praça da Alegria
- “Ritz Club”, na Rua da Glória
- “Arcadia” ,na Rua das Portas de Santo Antão
- “Concha”, na Rua da Glória
- ”Nina”, na Rua Paiva de Andrada
- “York Bar” , na Rua Serpa Pinto
- “Sevilha”, no Parque Mayer
- “Miami” , na Praça da Alegria
- “Casablanca”, no Parque Mayer
- “Cristal
” , na Avenida da Liberdade
- “Moroco” , na Praça da Alegria
- “Olímpia Club” , na Rua dos Condes
- “Maxime”, na Praça da Alegria

No clubMaxime” (ex-“Royal Maxime”), na Praça da Alegria, o mais elegante e luxuoso, aconteciam espectáculos de variedades, striptease, e duas orquestras alternadas, a animar os bailes até às cinco da manhã.

   Café - Bar (Dancing) “Cristal”, na Avenida da Liberdade            Carro promocional do “Fontória” da Praça da Alegria

 

                             “York Bar” na Rua Serpa Pinto                                               “Maxime” na Praça da Alegria

    

      “Ritz Club” na Rua da Glória, nos anos 40 do século XX                            “Nina” na Rua Paiva de Andrada

 

As instalações do club “Arcadia”, na rua das Portas de Santo Antão, viriam a ser ocupadas pelo “Restaurante-Cervejaria Solmar  inaugurado em 12 de Dezembro de 1956.

Nos anos 60 do século XX os clubs nocturnos mais conhecidos eram:

- “Bico Dourado”, na Rua da Misericórdia
- “Maxime” , na Praça da Alegria
- “Nina” , na Rua Paiva de Andrada
- York Bar, na Rua Serpa Pinto
- “Stars Roof” , na Avenida Duque de Loulé no “Hotel Embaixador”
- “Tágide” , no Largo da Biblioteca Pública
- “Ritz Club”, na Rua da Glória
- “Dó-Ré-Mi” na Avenida Duque de Loulé
- “Negresco” , na Rua Jardim do Regedor

               “Bico Dourado” na Rua da Misericórdia                   “Tágide”, inaugurado em 1950, no Largo da Biblioteca Pública

 

A partir dos finais dos anos 50 do século XX,, as primeiras boîtes vão surgir precisamente na Linha do Estoril, com a inauguração do “Ronda” em 4 de Agosto de 1955, no Monte Estoril, onde o ambiente de veraneio é mais propício à descontração. Os meninos das famílias de Cascais e do Estoril têm dinheiro, viajam, compram discos, querem dançar. Rapidamente, passam das festas de garagem para o “Le Caveau”, no Estoril, ou para os “Palm Beach” e “Caixote”, em Cascais. Em 27 de Dezembro de 1965, é inaugurado o “Van Gogo”, no Estoril, propriedade do muito in Manecas Mocelek, com pista onde se dança o Ié-Ié e Barry White, e faz furor.

Bar- Restaurante-Boite “Ronda” no Monte Estoril

Monte Estoril.19 (Ronda)

Palm Beach” inaugurado em 1942

                                        “Palm Beach”                                                             “Tágide” inaugurado em 1950

 

Em 17 de Fevereiro de 1965 é inaugurado o “Porão da Nau”, que o locutor da rádio Rui Castelar sub-alugara ao empresário de teatro Vasco Morgado, na Avenida Fontes Pereira de Melo e perto do Cinema-Teatro Monumental”.

                                                                                          1966

Anos mais tarde, é o mesmo Manecas Mocelek do “Van Gogo” que, em 1968, toma conta do “Adlib” - no 7º andar de um prédio da Rua Barata Salgueiro, decorado por Pedro Leitão e onde se chega de elevador, e com Jorge Caiado e Diogo Saraiva e Sousa, inaugura em 1970, o “Stones”. Boîtes muito decoradas com o luxo moderno da época, muitos sofás e espaços de dança mais reduzidos, mas animadas pelos sons norte-americanos que prenunciam o Disco Sound, exclusivas e restritas ao circuito dos meninos bem.

Nos anos 70 do século XX apareceriam as discotecas: “Primorosa de Alvalade”, na Avenida Estados Unidos da América, e o “Browns”, e “Beat Club” ambas na Rua Conde Sabugosa, “Skylab” na Rua Artilharia Um, etc ... Mas o must foi mesmo o “2001”, inaugurado em 1972 no Autódromo do Estoril. Ficava aberto até às quatro da madrugada e era onde toda a gente ia parar ao fim da noite. Este é o tempo do rock contra disco, mas também dos pré-punks e da new wave, dos atinados o dos prá-frentex, dos freaks contra os betos.

Nos anos 80 dos século XX, voltam em força os clubs nocturnos, a grande maioria dispensando os conjuntos musicais, ao vivo, sendo substituídos por disco-jockeys, de qualidade q.b., e são famosos e mui concorridos os seguintes:

- “Cova da Onça” na Avenida da Liberdade
- ”Hipopótamo”, na Avenida António Augusto de Aguiar
- ”Tamila Clube”, na Avenida Duque de Loulé
- ”Comodoro”, na Praça D. João da Câmara (o único aberto também da parte da tarde)
- ”Night and Day”, na Avenida Duque de Loulé
- “Confidencial” na Avenida Duque de Loulé (junto ao “Night and Day”).
- ”Casa de Simone” na Avenida Duque de Loulé, ex-“Confidencial” . Anos mais tarde “Gallery”
- ”Cave Mundial” , na cave do Cinema Mundial. Anos mais tarde, “Black Tie”
- ”Elefante Branco”, na Rua Luciano Cordeiro

“Cave Mundial”

Desde 1986, ano da reinauguração do “Elefante Branco”, pelas mãos de Carlos Chaves e Manecas (não o anteriormente mencionado Manecas Mocelek) , vindos da “Cova da Onça”, esta casa durante muitos anos foi a mais frequentada (pelas “classes” média e alta) e a mais famosa dos night clubs de Lisboa. Diria, numa analogia simples, o “Bristol Club” dos anos 80. Célebres as quintas e sextas feira do “Elefante Branco” a abarrotar, até à porta. A seguir em fama e frequência o “Night and Day”, propriedade, na altura, do famoso artista ilustrador e caricaturista José Vilhena, da não menos famosa revista “Gaiola Aberta” da qual era proprietário. Aliás, muitas gravuras deste artista decoravam as paredes deste estabelecimento nocturno.

“Maxime Dancing” inaugurado em 30 de Novembro de 1949

Bibliografia: foi, também, consultada a Tese de Mestre em História Moderna e Contemporânea “Clubes Nocturnos Modernos em Lisboa: Sociabilidade, Diversão e Transgressão (1917-1927) de Cecília Vaz Santos (Setembro de 2008)

fotos in: Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional Digital, Arquivo Municipal de Lisboa, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Revista Sábado, IÉ-IÉ, Garfadas Online

22 comentários:

Ana Marques Pereira disse...

Excelente trabalho. Parabéns.

José Leite disse...

D. Ana Pereira

Muito grato pelo seu amável comentário.

Os meus cumprimentos

José Leite

graça martins disse...

Achei o máximo. Um bom trabalho de investigação. PARABÉNS.

José Leite disse...

D. Graça Martins

Muito agradeço as suas palavras

Os meus cumprimentos

José Leite

Anónimo disse...

Gosto sempre de visitar este blog. Acho notável o trabalho de investigação histórica realizado, que é um serviço valioso prestado ao público. Gostei especialmente da riqueza de informação deste 'post'.

José Leite disse...

Caro(a) Anonimo(a)

Muito grato pelas suas simpáticas e elogiosas palavras.

Os meus cumprimentos

José Leite

terezinha disse...

Adorei.
Faltou aqui o Vangogo, em Cascais , o Stones, em Lisboa e o AD LIB também em Lisboa.
Mas gostei imenso, parabéns.

José Leite disse...

D. Tereza

Grato pelo seu comentário

Quanto às casa que referiu inserem-se mais no conceito contemporâneo de "discotecas" e não clubs nocturnos.

Os meus cumprimentos

José Leite

Maria disse...

Estou confusa... li aqui que o "elefante Branco " inaugurou em 1986.

em 79 , morei durante uns meses na rua Luciano Cordeiro e lembro-me de passar à porta de uma "boite" e de me dizerem que era o Elefante Branco

estou errada ? tenho estas
memórias

José Leite disse...

D. Maria

Eu escrevi "reinauguração" e não inauguração.

O "Elefante Branco terá sido inaugurado por volta de 1975/1977.

Depois encerrou e foi alvo de profundas obras de remodelação e redecoração.

Os meus cumprimentos

José Leite

Julio Amorim disse...

Este "Night & Day" é o "Noite e Dia"....obra de Victor Palla e Bento de Almeida ??

Lisboa agradece o seu trabalho !!

Cumprimentos

Julio Amorim

José Leite disse...

Caro Júlio Amorim

Está certo. Antes de ser "Night & Day" foi o self-service "Noite e Dia"

Cumprimentos

José Leite

Jorge Santos Forreta disse...

Excelente trabalho!

Obrigado!

José Leite disse...

Caro Jorge Forreta

Grato pelas suas generosas palavras.

Os meus cumprimentos

José Leite

José Rico disse...

Caro José Leite

Sem ser por acaso, sabe da data da fundação do Maxime na Praça da Alegria, e quais os seus proprietários na altura...?

Cordiais saudações, e parabéns pela sua pesquisa.

José Leite disse...

Caro José Rico

O "Maxime Dancing" foi inaugurado, na Praça da Alegria, em 30 de Novembro de 1949.

Os meus cumprimentos

José Leite

Susana Neto disse...

Excelente trabalho...
Mas e o "Loucuras", "springfellows, "Whispers", "Bora bora", "Tangaroa" fazem parte da minha adolescência...
Cumprimentos
Susana Neto

José Leite disse...

Cara Susana

E o "Beat Club"? e o "Brown's"?, etc ... :)

Calma! Eu pretendi falar acima de tudo dos mais velhinhos.

Os que referiu, e que eu referi, também são da minha adolescência.

Os meus cumprimentos

José Leite

Conde de Contarr disse...

Não conhecia o blogue e o trabalho. Muito interessante. Parabéns!

José Leite disse...

Grato pela gentileza do seu comentário

Os meus cumprimentos

José Leite

Anónimo disse...

Muito obrigado por este maravilhoso serviço público.

Pedro Bretes disse...

Muito bom, parabéns