31 de agosto de 2012

Banco Totta-Aliança

O "Banco Totta-Aliança" nasceu em 31 de Dezembro de 1962, resultado da fusão de dois antigos bancos portugueses, o "Banco José Henriques Totta", de Lisboa e o "Banco Aliança" do Porto.

                                           Edifício-sede do "Banco Totta-Aliança" na Rua do Ouro em Lisboa

                                                  

                                 

                                 

O "Banco Aliança" foi fundado em 13 de Julho de 1863 por um grupo de comerciantes do Porto, à frente do qual se encontrava Francisco José da Silva Torre. Começou a funcionar em 1864 sob a gerência de Martins de Azevedo, Joaquim Maurício Lopes e J. Ursinus, e desde logo assumiu posição de relevo na vida económica nacional. O "Banco Aliança" esteve presente com a sua colaboração em empreendimentos públicos e privados de vulto como, a construção do Porto de Leixões, caminho de ferro de Salamanca, fundação de companhias de seguros, empresas industriais.

                                                    

                                                    

Inicialmente fracassada a tentativa de instalar a sua sede no prédio da Associação Comercial do Porto, este banco aloja-se num palacete da Rua Belmonte. Entretanto a sua rede de agentes e correspondentes cobre o país e estende-se ao estrangeiro, destacando-se as filiais em São Paulo e Santos e a caixa Filial do Rio de Janeiro, que deu origem ao "Banco Aliança do Brasil".

Em 1865, o "Banco Aliança" instala-se em prédio próprio na Rua Mouzinho da Silveira no Porto, que abandona em 1934 para ocupar o edifício nº 37 da Avenida dos Aliados por força da sua expansão da sua actividade e serviços. Até 1946 decorreu um período de actividade normal, mas a partir daquele ano o "Banco Aliança" entra numa fase de rejuvenescimento e progresso coroada pela fusão com o "Banco José Henriques Totta" de Lisboa.

                                        Edifício-sede na Rua Mouzinho da Silveira no Porto entre 1865 e 1934

                                                    

                                        Edifício-sede do "Banco Aliança" na Avenida dos Aliados a partir de 1934

                                 

Apesar do contrato de exclusividade de emissão de notas outorgado ao "Banco de Lisboa" prever uma duração de pelo menos 20 anos, o exclusivo de emissão de notas foi mantido apenas até 1835, ano em que o recém-criado "Banco Comercial do Porto" foi autorizado a emitir notas pagáveis ao portador. Um dos outros outros bancos emissores no Norte que surgiram foi o "Banco Aliança", além dos "Banco Comercial de Braga", o "Banco União" do Porto e o Banco do Minho, ficando a partir de 1850 a exclusividade do Banco de Lisboa restrita ao Distrito de Lisboa.

                                                                                 Nota de cem mil réis

                                              

Com a intensificação da chegada de imigrantes de Portugal no Brasil, os bancos com sede em Portugal passaram a disputar com bancos criados no Brasil o atraente mercado de intermediação de remessas dos imigrantes e o financiamento do movimento de exportação de mercadorias de Portugal para o Brasil. Assim, no início do século XX, instalou-se no Rio de Janeiro o "Banco Aliança", além dos "Banco Mercantil Português", "Banco União", "Banco Comércio e Indústria", Banco do Minho, Banco Nacional Ultramarino e o "Financial" do Rio de Janeiro.

                                       
                                       

O "Banco José Henriques Totta" teve a sua origem na sociedade cambista fundada em 1843, na Calçada de São Francisco, pelo comerciante portuense Fortunato Chamiço Júnior e designada por "Casa Bancária Fortunato Chamiço Júnior & Cª."

José Henriques Totta foi admitido nesta casa bancária em 1865, como modesto cobrador e viria a desempenhar um papel de relevo na vida da sociedade. Quando em 1893 a sede social foi transferida para o número 75 da Rua do Ouro, já José Henriques Totta era sócio e gerente da sociedade. Sob a sua orientação a "Casa Bancária José Henriques Totta" foi crescendo até Henriques Totta ao completar 70 anos em 1918, retirar-se cedendo a sua quota aos sócios João Caetano Lopes, António Augusto Costa Ramos e João Gomes.

                                          1904                                                                             1912

                       

As ameaças da crise que surgiram em 1920 impuseram o regresso de José Henriques Totta e,  em 1921 a "Casa Bancária José Henriques Totta" é adquirida pela "CUF - Companhia União Fabril" do grande industrial e seu fundador Alfredo da Silva.

Nova fase de progresso conhece desde então a sociedade em nome colectivo "José Henriques Totta & Cª.".Em 1942 a quando da sua morte, deixou Alfredo da Silva na sociedade por quotas "José Henriques Totta, Lda”. como seu continuador, e D. Manuel de Mello.

Em 1953 a "Casa Bancária José Henriques Totta" é convertida em "Banco José Henriques Totta, SARL" e é elevado o capital social de 10.000 para 50.000 contos. Neste ano inicia-se um novo período de expansão e rejuvenescimento que culminou com a fusão com o antigo e prestigiado "Banco Aliança" do Porto, promovida por José Manuel de Mello e efectuada em finais de 1960 e tendo entrado em vigor em Janeiro de 1961.

O novo banco passou a funcionar com sede em Lisboa na Rua Áurea, com filial no Porto na Avenida dos Aliados.

                                                               Sede do "Banco José Henriques Totta"

                                            

                     

No "Banco Totta-Aliança", em 1963 introduz-se o controle electrónico e magnético de posições. No mesmo ano, começa a utilizar-se o ordenador electrónico do Centro Mecanográfico. Em 1964 inaugura-se o circuito interno de tubos pneumáticos e o circuito interno de televisão (esta chegada a Portugal, em 1957), o primeiro do nosso país a ser instalado num banco.

Por seu lado, também o "Banco Lisboa & Açores" avançava no mesmo sentido. Assim, no relatório referente a 1966, pode ler-se: «Instalámos no ano findo o nosso Centro Mecanográfico, apetrechado com um computador IBM 360/30, com memória externa de disco magnético. Isto nos permitirá muito em breve utilizar o teleprocessamento em tempo real, com a maior eficiência para os nossos serviços e evidente vantagem para a nossa clientela». E prossegue-se, salientando-se as vantagens de um sistema hoje generalizado, mas que então dava os seus primeiros passos: «Na zona abrangida pelo teleprocessamento, que se espera irá alargando, poderão, de facto, os nossos clientes tratar das suas operações, incluindo depósitos e levantamentos, em qualquer departamento do Banco, sem dependência do local onde a sua conta tenha sido aberta. Este sistema fica sendo único entre nós».

O "Banco Lisboa & Açores" dispunha, em 1964, de 16 agências e de 10 dependências. Números, que apenas cinco anos mais tarde (1969), subiriam para 31 e 16, respectivamente.

No processo de expansão do Grupo CUF este adquire o "Banco Lisboa & Açores" e anos mais tarde a 24 de Novembro de 1969, é criado o "Banco Totta & Açores’" através da fusão do "Banco Totta-Aliança’" com o "Banco Lisboa & Açores", tendo a mesma entrado em exercício a partir de 2 Janeiro de 1970.

                                      

Ficaram célebres as frases publicitárias: «Queres dinheiro? Vai ao Totta!», «Vai ao Totta que o Totta dá!».

fotos in: Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional Digital, APCPV, Arquivo Municipal de Lisboa

30 de agosto de 2012

Aeroporto de Lisboa (12)

   Visita do Presidente General Óscar Carmona e Engenheiro Duarte Pacheco, às obras do Aeroporto

                 

                                                            Quadro eléctrico principal

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                                          Terrenos que viriam a ser ocupados pelo Aeroporto da Portela   

 

                                                     Construção das pistas do Aeroporto em 1941

 

                         

 

                                                    Placa de estacionamento de aeronaves

                                  

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Arquivo Municipal de Lisboa

28 de agosto de 2012

Antigamente (44)

                               1º Automóvel na Ilha da Madeira em 1904. "Wolseley" de Mr. Foster

                             

                                      Lição de natação na "Piscina-Praia" do Palace Hotel da Curia

                              

                                   Azeite "Flôr do Minho" da firma "J. Sanchez Hernandez" de Lisboa

                               

                     

                               

                                                               Locomotiva a vapor "Estremoz"

                              

Fotos in: Abel Zeferino, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Viver Évora

27 de agosto de 2012

Carcavelinhos Football Club

O "Carcavelinhos Football Club" foi fundado em 14 de Fevereiro de 1912 em Lisboa, no bairro de Alcântara tendo pertencido à "AFL - Associação de Football de Lisboa" .

                                                                       

                                                     Estádio do "Carcavelinhos Football Club" em Alcântara

                               

A "AFL - Associação de Football de Lisboa" tinha sido fundada em 23 de Setembro de 1910. Foram 5 os clubes fundadores da AFL: o "Club Campo de Ourique" (1896), o "C.I.F. - Clube Internacional de Foot-Ball" (1902)o "Sport Lisboa e Benfica" (1904), o "Sporting Clube de Portugal" (1906), o "Sport Club Império" (1907). Mais tarde, já na década de 20 do século XX, juntar-se-iam àqueles, o "União Foot-Ball Lisboa" (1910), o "Victória Foot-ball Club" ( 1910 - Setúbal), o "Carcavelinhos Football Club" (1912), o "Clube de Futebol Os Belenenses" (1919)e o "Casa Pia Atlético Club" (1920).

                                              

O primeiro Presidente da "AFL - Associação de Football de Lisboa" foi Abel Fontoura da Casta, tendo pouco tempo depois entregue o lugar ao Vice- Presidente, Dr. Jaime Mauperrin Santos. Mas outros nomes figuravam no elenco inicial da AFL, tais como: Carlos Vilar, Raul Nunes, Visconde de Alvalade, Dr. Pedro Sanches Navarro (mais tarde presidente da Associação), Pedro Del Negro e Cosme Damião.

O "Carcavelinhos Football Club" venceu o campeonato de Portugal 1927/1928 da seguinte forma:

Quartos de Final (13-05-1928): Sport Comércio e Salgueiros - Carcavelinhos Football Club: 1-8 ; Meia-Final: Carcavelinhos Football Club - Sport Lisboa e Benfica: 3-0

Na final : Carcavelinhos Football Club - Sporting Clube de Portugal: 3-1

Data: 30 de Junho de 1928
Local:
Lisboa - Campo de Palhavã
Árbitro: Silvestre Rosmaninho (Lisboa)

Marcadores:
1-0 José Domingues (20')
1-1 Abrantes Mendes (52')
2-1 José Domingues (53')
3-1 Manuel Rodrigues (75')

                                                   Equipe do Carcavelinhos Football Clube campeã em 1928

                                                    

Equipes:
Carcavelinhos Football Club - Carlos Canuto (treinador e jogador), Gabriel Santos; Carlos Alves e Abreu; Artur Pereira, Daniel Vicente e Carlos Domingues; Manuel Abrantes, Armando Silva, Carlos Canuto, José Domingues e Manuel Rodrigues.
Sporting Clube de Portugal - Filipe dos Santos (treinador), Cipriano Santos; António Penafiel e Jorge Vieira; Martinho de Oliveira, Serra e Moura, Matias Lopes; João Francisco, Abrantes Mendes, João Jurado, Agostinho Cervantes e José Manuel Martins
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                    Cartaz do encontro "Académico Football Club" (1911-Porto) contra "Carcavelinhos Football Club"

                                              

O jogo publicitado no cartaz anterior, e disputado no Estádio do Lima na cidade do Porto, tratava-se da 2ª mão dos oitavos de final do campeonato de Portugal e acabou com um empate a dois golos. Na primeira mão o Carcavelinhos tinha vencido por 3-2. No mesmo dia uma selecção constituída por jogadores do Benfica, Sporting e Belenenses perdia por 4-1 com os austríacos do  "First de Viena", em Lisboa.

A época de 1934-1935 realizou-se pela primeira vez o Campeonato da Liga em que os clubes jogavam em sistema de todos contra todos mas também se jogou uma prova secundária para os clubes que não entraram na prova principal, com uma fase inicial de poules dividida por regiões e uma fase final a eliminar. Na final da II Divisão B Nacional, jogou-se um primeiro jogo em Coimbra entre os vencedores da Zona Norte e da Zona Sul, "Boavista Futebol Clube" (1910) e "Carcavelinhos Football Club" que acabou no empate a um golo. Poucos dias depois no jogo de desempate de novo em Coimbra, o clube de Alcântara ganhou 2-1 juntando este título ao Campeonato de Portugal de 1928.

                           Desfile do "Carcavelinhos Football Club" nas festas da Cidade de 10 de Junho de 1934

                                 

Viria a ser Campeão da II Divisão B Nacional, de novo na época 1938/1939.

                                                     Cromo da caderneta "Caricaturas Desportivas em 1940

                           

O "Carcavelinhos Football Club" viria a extinguir-se, ao juntar-se com o "União Foot-Ball Lisboa" (fundado em 3 de Março de 1910) de Santo Amaro em Lisboa, e darem origem ao "Atlético Clube de Portugal" fundado em 18 de Setembro de 1942.

                                                   União Foot-Ball Lisboa                    Atlético Clube de Portugal

                                                              

                                                   Equipe do "Atlético Clube de Portugal" da época 1943/1944

                                        

Na época de 1943/1944 o "Atlético Clube de Portugal" alcançou o 3º lugar no campeonato da 1ª Divisão, assim como na época de 1949/1950.

Apesar de em nada ter a ver com o "Carcavelinhos Football Club", aproveito este artigo para lembrar (e fazer um breve apontamento histórico), pela sua importância histórica, que o clube percursor do futebol em Portugal foi o "Club Internacional de Foot-Ball" fundado em 8 de Dezembro de 1902, com a sua primeira sede instalada na Rua Pereira de Sousa, nº 7 r/c, Campo de Ourique.

Um dos primeiros acontecimentos mais mediáticos do futebol em Portugal ocorreu no Porto, no Campo Alegre, em 2 de Março de 1894, com a realização do encontro de futebol entre uma equipa de Lisboa, que integrava jogadores do "Club Lisbonense", do "Carcavelos Club" e do "Braço de Prata" e uma equipa do "Oporto Cricket Club". Assistiram ao encontro Suas Majestades, o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia, e ainda os príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel.

O encontro foi organizado por Guilherme Pinto Basto e esteve pela primeira vez em disputa uma taça em prata para o vencedor, a Taça D. Carlos I, oferta do próprio monarca. A equipa de Lisboa foi vencedora, por 1-0.

«As falhadas tentativas de reorganização do Club Lisbonense e do Grupo Estrela abriram caminho ao aparecimento no dia 8 de Dezembro de 1902 do Club Internacional de Foot-Ball, que foi o prolongamento natural do Grupo dos Pinto Basto e do Foot-Ball Club Swits.»

«Alguns factos anteriores à sua fundação são, contudo, relevantes para a história do Clube – factos esses que se relacionam sobretudo com a introdução do futebol no nosso país. E, neste capítulo, podemos sublinhar como referência Eduardo Luís Pinto Basto por ter tido uma acção decisiva no desenvolvimento do futebol em Portugal e, nomeadamente, em Lisboa ao mandar vir de Inglaterra bolas de futebol que distribuiu por diversas unidades militares, fornecendo deste modo um enorme impulso à prática deste desporto.

Aos irmãos Pinto Basto – que estudaram em Inglaterra no S. George College, nos finais do Século XIX – é atribuído o facto de, no seu regresso a Lisboa, terem trazido a primeira bola de futebol para o país. Ainda que envolto de alguma polémica sobre quando e qual dos irmãos a terá trazido, parece confirmar-se ter sido Eduardo Pinto Basto, o fundador do CIF, em 1888. Se assim foi, pode ser considerado o verdadeiro introdutor do futebol em Portugal ou, em alternativa, teria sido Guilherme Pinto Basto (em 1884). (…)

                   

(…) Um dos momentos marcantes na história desta modalidade ocorreu aquando do primeiro desafio em público num remoto Domingo de Outubro de 1888, dia em que este grupo de praticantes decidiu apresentar-se pela primeira vez em público. O desafio foi jogado em Cascais, num terreno fronteiriço ao Clube da Parada e nele participaram, entre outros, para além dos irmãos Pinto Basto, o conselheiro Aires de Ornelas, Francisco Alte, Hugo O'Neil, o Visconde de Asseca, o Marquês de Borba, o Conde de S. Lourenço e Francisco Figueira.» texto in: CIF

O "CIF - Clube Internacional de Foot-Ball" ainda hoje existe, tendo sido neste ano de 2012 campeão da 2ª Divisão Distrital da AFL ao derrotar na final por 5-1 o "Casalinhanense", Juvenis

Uma curiosidade: O primeiro jogo nocturno em Portugal teve lugar entre uma equipa do "Sport Lisboa e Benfica" e um misto de outras equipas, que integrou jogadores do "CIF - Clube Internacional de Foot-Ball". O jogo realizou-se no campo do "Sport Lisboa e Benfica", na Avenida Gomes Pereira, no dia 10 de Setembro de 1919. O desafio terminou empatado a um golo.

fotos in: Equipas de Futebol, Belenenses Ilustrado, Armazem Leonino, Santa Nostalgia, Biblioteca Nacional de Portugal, CIF

25 de agosto de 2012

Pousada de S. Brás de Alportel

Em 1940, um número da "Revista Turismo" especialmente dedicado ao Algarve, num artigo escrito por António Santos apresentava São Brás de Alportel, situada na Serra do Caldeirão no Algarve, como «uma vila branca situada em pleno coração da serra (…) O seu grande cartaz de turismo é a paisagem de sonho que a rodeia, onde avultam cordilheiras cercadas por neblinas, desfiladeiros e vales profundos, castelos de nuvens e campos infindáveis onde florescem amendoeiras (…)».

                                                                         S. Brás de Alportel

                             Rua Gago Coutinho                                          Sanatório para os tuberculosos da CP

 

                                                             

Carreira de autocarro entre Faro e S. Brás em 1926                 Estação de serviço da "Sacor" em 1956

Autocarro em 1926 

A "Pousada de São Brás de Alportel" viria a ser inaugurada em 11 de Abril de 1944. Foi a quarta a ser inaugurada inserida no projecto de criação de uma rede nacional de pousadas regionais iniciado em 1938 detalhado no post  "Primeiras Pousadas de Portugal", e com o fim de dinamizar a oferta turística nacional e que importava em «estabelecer um certo número de pousadas em recantos provincianos, onde a iniciativa privada não cuidou da necessidade de quem viaja ou passeia».

                            

                                                       Pousada de S. Brás de Alportel em 1944

                            

                                               

 

                                          

Situada em São Brás de Alportel, no Algarve na Serra do Caldeirão, e a 19 kms de Faro possuía apenas 4 quartos à data da sua inauguração. A decoração de interiores ficou a cargo de Ane-Marie Jauss, Vera Leroy. A direcção desta pousada foi entregue a Margarida Freire Pacheco e seu marido Joaquim Pacheco. Após umas primeiras obras de ampliação ocorridas nos anos 50 do século XX, passou a oferecer 14 quartos e em novas obras de ampliação em 1997 passou a oferecer 33 quartos duplos, contando igualmente com piscina e campo de ténis.

                                          Pousada de S. Brás de Alportel após a primeira ampliação

                         

 

 

 

                                        1947                                                                                 1970

              

Depois de explorada pela "Enatur, S.A. - Pousadas de Portugal"  passou a ser explorada pelo “Grupo Pestana Pousadas” . Em 2007, 2008 e 2009 a Pousada teve grandes prejuízos de exploração e uma análise integrada da mesma mostrou  não ter condições de funcionamento sustentável e apresentando uma crescente tendência de agravamento.

                                 

                                          Pousada de S. Brás de Alportel antes do seu encerramento

 

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Delcampe.net, Prof 2000

O "Grupo Pestana Pousadas" accionou a cláusula contratual que previa: «a possibilidade de encerramento das pousadas que não sejam histórias e que tenham uma exploração deficitária estrutural consubstanciada em pelo menos três exercícios orçamentais consecutivos».

A "Pousada de São Brás de Alportel" encerrou definitivamente a 30 de Junho de 2010.