16 de setembro de 2012

Indústria Têxtil em Portugal e a FNIL

O primeiro documento público, de carácter geral, emanado do poder de El-Rei, para organizar a indústria de lanifícios em Portugal, data de 1573 e chama-se "Regimento das Fabricas dos Panos". Aqui a palavra "fabrica" significava fabrico, fabricação ou indústria e não fábrica, oficina ou local para laboração de tecidos. Mandou-o publicar El-Rei D. Sebastião.

                       Tríptico retratando a oficialização do "Regimento das Fabricas dos Panos" pelo Rei D. Sebastião

                                              

O "Regimento da Fábrica dos Panos", promulgado por D.Sebastião (96 capitulos) e acrescentado com onze capítulos (97 a 107) do Regimento de D.Pedro II em 1690 , foi mais tarde transformado em "Magna Carta da Indústria dos Lanifícios em Portugal". Esteve em vigor durante mais de dois séculos e meio, exactamente 261 anos, - até que foi abolido em 1834, na monarquia constitucional.

                                                 "Regimento da Fábrica dos Panos" em 1690 (capa e 1ª página)

      

                                     Título de 1854                                                                 Título de 1946

        

                                                "Companhia de Lanifícios da Chemina SARL" em Alenquer

                               

A primeira associação industrial de lanifícios surgiu em 1820, com a denominação de "Grémio da Covilhã", cidade onde já existia um número considerável de fábricas. Este Grémio tinha a sede em Lisboa, por óbvias razões.

Criada em 1838, a "Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense" foi uma das maiores unidades fabris da capital no século XIX, constituindo um ponto de referência na história da industrialização da cidade de Lisboa.
À época do seu estabelecimento, as actividades da fábrica estavam separadas. A fiação fazia-se no filatório de algodão situado no Palácio do Malheiro, em São Sebastião da Pedreira, que havia pertencido a António Pereira de Guimarães, a tecelagem, por seu turno, funcionava em paralelo no Palácio dos Condes de Camaride e na fábrica da antiga firma Pomé e C.ª, ao Campo Pequeno.

Em 1840, a "Sociedade da Fiação Lisbonense" instala-se no antigo Convento de São Francisco de Xabregas, juntando já todas as actividades fabris no mesmo edifício. No ano de 1844, um grande incêndio deflagrou neste espaço, o que levou a que a fábrica, até 1849, passasse a funcionar no Palácio do Marquês de Niza, situado junto ao convento.

                                  Título de 1855                                       Lista de accionistas em 31 de Dezembro de 1870

        

É no ano de 1846 que a "Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense", um dos mais importantes complexos fabris de Lisboa, se instala em Alcântara nuns terrenos situados em Santo Amaro, comprados ao Conde da Ponte.

A fábrica de Santo Amaro foi inaugurada em 1849, constituindo-se num edifício rectangular, dividido por quatro pisos, com uma gigantesca chaminé e albergando uma máquina a vapor que servia tanto a fiação como a tecelagem, cujos sectores se interligavam dentro do edifício. Entre 1851 e 1855, a companhia mandou construir mais cinco edifícios, junto ao edifício principal, para que aí se instalassem máquinas de fiação e teares mecânicos em ferro, que estavam dispersos em outras zonas da cidade.

               "Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense" em Santo Amaro e bairro operário, na Rua 1º de Maio

         

Este conjunto ficou conhecido como Fábrica Pequena. Cerca de 1900, este conjunto foi aumentado com a edificação da Oficina Nova, para integrar 240 novos teares, e três anos depois, a fábrica possuía já luz eléctrica. Em 19063 já empregava 1.200 operários, e tinha estabelecido uma Caixa Económica para os trabalhadores. A companhia construiu em Santo Amaro um dos primeiros bairros operários do nosso país, durante os anos 50 do séc. XIX.

Esta área industrial, depois de encerrada a "Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense" em 1917, foi nos anos subsequentes, ocupada pela "Companhia Industrial de Portugal e Colónias", tipografia "Anuário Comercial de Portugal" e "Gráfica Mirandela".

Entretanto as 25 maiores empresas industriais portuguesas, por activos no ano de 1881 eram as seguintes:

                                  

De onde se conclui que o sector têxtil representava 60%. Valores em contos de réis.

Na lista de 1881 estavam representadas várias empresas de lanifícios com sede na Covilhã, Gouveia, Portalegre e Castanheira de Pêra, as quais, nas décadas seguintes, não acompanharam o crescimento evidenciado pelas empresas algodoeiras. Por altura da 1ª Guerra Mundial, só uma empresa de lanifícios da Covilhã, a "Campos Mello & Irmão", tinha dimensão suficiente para permanecer no grupo das 50 maiores. O aumento de empresas com sede na região norte reflecte a crescente importância que o Vale do Ave assumiu enquanto pólo da indústria algodoeira.

Para se ter uma ideia do peso da Indústria Têxtil no sector da indústria transformadora e na força empregadora em Portugal no final do século XIX, reproduzo uma tabela das 50 Maiores Empresas da Indústria Transformadora Portuguesa em 1881, segundo o número de trabalhadores:

       

                                

Como se pode constatar pela estatística anterior, em 1881 das 50 das maiores empresas empregadoras e transformadoras, 28 pertenciam ao sector têxtil, ou seja  56%.

Entre as empresas do sector têxtil, somente cinco operavam numa situação de multi-estabelecimento, sendo que nenhuma delas explorava mais de duas fábricas. Para além da "Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense", que já em 1881 possuía duas fábricas, encontravam-se nesta situação a "Companhia da Real Fábrica de Fiação de Tomar", a "Companhia Fabril Lisbonense", a "Companhia de Fiação e Tecidos de Guimarães" e a "Fábrica de Fiação e Tecidos do Jacinto" do Porto.

                                                          "Companhia da Real Fábrica de Fiação de Tomar"

                                

De referir que a  “Companhia da Real Fábrica de Fiação de Tomar” , fundada em 1789, por Jácome Ratton e Timothy Lecussan Verdier, foi a primeira fábrica do país a usar a máquina a vapor.

Entretanto em 1889, ao "Grémio da Covilhã" sucedeu-lhe a "Associação Industrial e Comercial da Covilhã", de que foi primeiro Presidente da Direcção o Comendador José Maria da Silva Campos Mello, industrial - fábrica de lanifícios"Campos Mello & Irmão" - e filantropo, grande impulsionador da modernização da industria de lanifícios e que criou a primeira Escola Industrial em Portugal, onde se formaram durante oitenta anos os técnicos desta indústria.

                                             Vistas de Fábricas de lanifícios na Covilhã no início do século XX

        

                            "Fábrica de Fiação e Tecidos de A J da Silva Pereira" em Bairro (Vale do Ave) em 1931

                                 Cardação de cobertores                                             Secção de Fiação (contínuos)

         Fiação (contínuos)

                                                                         Secção de Fiação (torcedores)

                                  

                                   Secção de Fiação (fio)                                                         Teares "Jacquard"

       Fiação (Fio)  Teares Jacquard

Em 1917 o panorama na Indústria Têxtil portuguesa podia ser avaliado pelos seguintes dados estatísticos:

                               

                                

                                

Só duas das representantes da indústria de lanifícios na lista de 1881, se mantêm entre as 50 maiores em 1917 - a "Campos Mello e Irmão" e a "Companhia de Lanifícios de Arrentela" -, às quais se juntam duas novas empresas. Curiosamente, dois casos de investimento externo: a "Peig, Planas & Cª" com fábrica em Coimbra, instalada em 1888, e a "Emile Carp", cuja fábrica, localizada em Lisboa, foi fundada em princípios da década de 1891. Estas quatro empresas ocupavam entre 280 e 550 trabalhadores.

É significativo que todas as empresas algodoeiras que integravam o grupo das 50 maiores no princípio da década de 1880, nele se tenham mantido por altura da I Guerra Mundial. Das 13 empresas que entram na lista, só duas já tinham sido fundadas antes de 1881 - a "Companhia Rio Ave" fundada em 1878 e "Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe". As restantes onze são todas empresas novas, sendo que na sua maioria foram fundadas na década de 1890, precisamente o período do grande crescimento das exportações para o mercado colonial. Uma das questões pertinentes, a propósito do sector algodoeiro, é o da integração entre fiação e tecelagem.

                 "Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe"                                      "Companhia Rio Ave"

        

A realidade portuguesa, foi caracterizada pela integração daquelas duas fases do processo produtivo, em unidades que ficaram conhecidas por «fábricas completas». Entre as maiores empresas algodoeiras de princípios da década de 1880 predominava o sistema de fiação e tecelagem integradas, muito embora se verificasse que, em alguns casos, o fio produzido não se destinava exclusivamente a ser consumido no fabrico próprio de tecidos. Das 11 empresas representadas na lista só 4 se dedicavam exclusivamente à fiação: "Sociedade de Fiação de Vizela", "Companhia de Fiação Portuense", "Companhia Fiação de Crestuma" e "Fábrica de Fiação de Algodão do Bugio".

                                  "Fábrica de Fitas e Fiação de Algodão Augusto C. C. Moraes", em Crestuma

                                 Cª Fiação de Crestuma

                                

Na cidade do Porto destacava-se o grande empresário Manuel Pinto de Azevedo. Frequentada a Escola Técnica de Faria Guimarães, a partir de 1891, tornou-se operário têxtil em 1894 onde rapidamente ascendeu na profissão, tornando-se em 1900 director da "Fábrica de Tecidos do Bonfim".
 
Em 1917 arrenda a "Fábrica de Fiação e Tecidos de Soure" fundada em 1892, adquirindo-a em 1924. Em 1920 adquire a "Fábrica de Fiação de Tecidos da Areosa" e em 1922 a "Empresa Fabril do Norte", na Senhora da Hora, Matosinhos, fundada em 1905 por Delfim Pereira da Costa e que se tornou sob a sua direcção a mais importante fábrica têxtil de todo o país. Em 1928 adquire a "Fábrica de Fiação e Tecidos de Ermesinde" e a "Fábrica de Tecidos Aliança" fundada em 1926, em Rio Tinto. Adquiriu ainda algumas unidades industriais em Angola e Moçambique bem como importantes plantações de matéria-prima para as suas industrias, nomeadamente algodão.

                                                       "Fabrica de Fiação e Tecidos da Areosa" no Porto

                                 

        

A "Fábrica de Fiação e Tecidos da Areosa" (Sociedade Azevedo, Soares & Cª SA) ficava junto à Estrada da Circunvalação, na Areosa no Porto. Esta fábrica foi fundada em 1907 por Pantaleão Dias que a vende em 1920 a Manuel Pinto de Azevedo e a Manuel Alves Soares. Foi a maior accionista da "Empresa Fabril do Norte" e da "Fabrica de Soure" e a primeira fábrica em Portugal a usar energia eléctrica na sua produção que era totalmente integrada com plantações de algodão em Angola. Tinha cresce e escola primária privativas, para os filhos dos trabalhadores

Outro polo industrial que emerge na lista de 1917 é a margem sul do estuário do Tejo, em especial os concelhos de Almada, Barreiro e Seixal, e que nas tabelas anteriores está incluído na Grande Lisboa. Em 1881, este polo industrial estava unicamente representado por uma das fábricas da "Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense", localizada no concelho de Almada, e pela unidade produtiva da "Companhia de Lanifícios da Arrentela" fundada em 1858 e situada no concelho do Seixal.

                                                 "Companhia de Lanifícios da Arrentela" fundada em 1858

                                      

Em 1927 é fundada a "Riopele" em Pousada de Saramagos, no Norte de Portugal por José Dias de Oliveira, começando por ser uma tecelagem de algodão instalada num moinho. Em 1933 é transferida para uma unidade fabril construída de raíz, e em 1934 já com 120 trabalhadores e 49 teares mecânicos, o seu fundador regista a designação comercial de "Fábrica de Tecidos do Rio Pele". Em 1966 a sociedade por cotas entretanto constituída em 1946 "J. D'Oliveira, Filhos, Lda." é transformada em "Fábrica Têxtil Riopele, S.A.R.L.". Actualmente, e uma das maiores empresas do sector, é presidida pelo neto do fundador José Alexandre de Oliveira.

                                                                                         "Riopele" 

                                                    

A "Associação Industrial e Comercial da Covilhã", durou até 1936, quando após longas conversações com o governo e depois de serem aceites as condições que os industriais exigiram, de autonomia de gestão e de independência económica, se transformou na "FNIL - Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios" e nos seus respectivos grémios.

A "Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios" (FNIL), organismo de cúpula da Organização Corporativa agregava de forma obrigatória as unidades industriais de lanifícios em cinco grémios, segundo a sua implantação geográfica:

Grémio da Covilhã: 5.710 trabalhadores
Grémio de Gouveia: 2.762 trabalhadores
Grémio do Norte: 619 trabalhadores
Grémio da Castanheira de Pêra: 1.181 trabalhadores

Grémio do Sul: 2.591 trabalhadores

No ano de 1937 o número de operários e empregados afectos à indústria dos lanifícios em Portugal, entre homens (7.856) e mulheres (5.007), era de 12.863.

               Mapa comparativo da evolução do número de trabalhadores na Indústria Têxtil, entre 1905 e 1939

                              

Também em 1937 é fundada em Vale de São Cosme no concelho de Vila Nova de Famalicão a "Fábrica de Fiação e Tecidos do Vale de Manuel Gonçalves" e depois transformada em 1965 em Sociedade Anónima a "Têxtil Manuel Gonçalves S.A." É ainda hoje a líder do mercado nacional de têxteis. Esta empresa abrange toda a fileira têxtil, desde a fiação, passando pela tricotagem, tecelagem, ultimação, confecção e distribuição.

                               Exposição da "FNIL - Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios" em 1947

       

                                                   

        

A "Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios", a que presidiu durante 33 anos o Dr. João Ubach Chaves, dispondo de importantes valores, criou a "Caixa de Previdência da Industria de Lanifícios", com benefícios especiais, mandou construir um bairro social para trabalhadores da indústria, possuía 2 centros de férias de praia para filhos de trabalhadores e construiu um edifício para armazenamento, condicionamento de lãs e outros laboratórios de análise. O custo total do investimento, em 1949, foi superior a 25 000 contos, totalmente provenientes de fundos próprios.

                        "CNFTTN - Companhia Nacional de Fiação e Tecidos de Torres Novas", fundada em 1846

        

          Publicidade a algumas fábricas de lanifícios da Covilhã na "Gazeta dos Caminhos de Ferro" de Janeiro 1948

          

                                                                                 Rótulos de tecidos

         

          

          

         

Em 1958 Portugal contava já com 465 fábricas de lanifícios, sendo o principal centro industrial na zona da Covilhã.

A título de exemplo só na cidade da Covilhã, principal polo industrial de lanifícios do país, em Dezembro de 1972 e no relatório do Grémio dos Industrias de Lanifícios da Covilhã, havia registadas 99 empresas de lanifícios nesta cidade, que empregavam 6.760 operários, só na cidade. A "Ernesto Cruz & Cª", actual "Pólo das Ciências Sociais e Humanas da UBI" (Universidade da Beira Interior) era uma das maiores fábricas na altura e empregava 810 trabalhadores. Outra das grandes industrias era a "Lanofabril", onde trabalhavam 412 pessoas, e a "Empresa Transformadora de Lãs, Lda.", actual "Pólo I da UBI", que empregava 451 operários.

                               Imagens do interior de uma fábrica de lanifícios nos finais dos anos 40 do século XX

                                            Cardação                                              Selfactina (fiação de fios cardados grossos)

        

                                Tear de maquineta                                                                     Penteação

            

                                             Fiação                                                                           Tecelagem

        

A Covilhã chegou a ter mais de duzentas empresas. Hoje tem 10 ou 15 empresas de lanifícios. Entre 1989 e 1993, encerraram ou paralisaram no concelho da Covilhã 25 empresas, entre as quais algumas das maiores. A "Empresa Transformadora de Lãs, Lda.", empregadora, na altura, de 176 trabalhadores, a "Lanofabril", com 270 trabalhadores e a "Ernesto Cruz & Cª", com 223 trabalhadores, entre outras de menor dimensão, deixaram sem actividade profissional 1.324 trabalhadores.

O industrial, jornalista e político, José de Bastos Rabaça, nomeado em 1969 para presidir à FNIL, após a reforma do Dr. Ubach Chaves, revitalizou a pesada estrutura em que se tinha, entretanto, transformado a FNIL, aliviou a burocracia e democratizou a gestão da Federação. Em 1970, um grupo de covilhanenses, à frente dos quais estava Manuel Mesquita Nunes, então Presidente do "Grémio da Covilhã" e que se destacou como grande industrial nos anos 60 do século XX, lançou as bases para a fundação do "Instituto Politécnico da Covilhã", que se destinou principalmente a formar técnicos e gestores para a indústria têxtil e que veio a dar origem à "UBI - Universidade da Beira Interior".

        

Com o desmantelamento do sistema corporativo em 1974 foi fundada a "Associação Nacional dos Industriais de Lanifícios", com sede na Covilhã.

fotos in: ANIL, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional de Portugal, Ephemera, O Passado Mora Aqui

8 comentários:

Graça Sampaio disse...

O que eu gostei desta retrospetiva! O meu avô materno foi formado na escola de fiação da Covilhã, natural que era do Fundão. Foi toda a vida chefe de máquinas, chefe das secções de fiação e etc. Nos anos 40/50 trabalhou na Fábrica de Malhas Filipe Nogueira (pai do corredor de automóveis Luís Filipe Nogueira).

Adorei esta sua entrada!

José Leite disse...

D. Graça Sampaio

Grato pelo seu comentário.

Cumprimentos

José Leite

Rito disse...

Excelente trabalho.
Gostaria de saber se tem alguma nota histórica da fábrica CARP

José Leite disse...

Caro Rito

Muito grato pelo seu amável comentário.

Acerca da fábrica CARP não tenho informação alguma.

Os meus cumprimentos

José Leite

Helena Ladeiro disse...

Muito bom trabalho, este tema é muito interessante. Gostaria de saber se tem alguma informação sobre o industrial Joaquim Francisco de Almeida Campos? Julgo que a fábrica se chamava Almeida Campos & Filho (era parente dos Campos Melo). Obrigada.

José Leite disse...

D. Helena Ladeiro

Não tenho nenhuma informação acerca do industrial em questão.

Os meus cumprimentos

José Leite

Anónimo disse...

Parabéns pelo trabalho! (Sílvia Bernardo, Covilhã)

José Leite disse...

Muito grato pelo seu comentário Sílvia Bernardo

Cumprimentos