21 de maio de 2012

A Pompadour

"A Pompadour" situada na Rua Garrett, ao Chiado, foi projectada pelo arquitecto Raúl Lino em 1924 e inaugurada em 23 de Junho de 1925. Pertencia à firma "Pinto de Lima, Lda." cujos sócios-gerentes eram Joaquim Pinto de Lima e Virgínia Costa. Esta família já em 1909 tinha aberto a famosa “Perfumaria da Moda”  na Rua do Carmo, que veio a ser consumida pelo grande incêndio na baixa lisboeta a 25 de Agosto de 1988.

“A Pompadour”  em 1929

 

Anúncio no ano da sua inauguração,1925

Seu nome foi inspirado na “Madame de Pompadour”, amante de Luis XV de França e uma das mulheres mais influentes de França no seu tempo. De seu nome Jeanne-Antoinette Poisson, apesar de vir de uma classe social inferior, com perseverança e determinação rapidamente alcançou um lugar de destaque na corte de França. Luis XV apaixonou-se por ela e esta chegou a governar Versailles, com a astúcia de um verdadeiro monarca.

Madame de Pompadour

Na revista “Notícias Ilustrado”  em 1929 podia-se ler:

«Casa que rapidamente se impoz à consideração do público pela superior qualidade e elegância “rafinée” dos seus modelos de Cintos, Espartilhos e “Soutiens-gorges”, pelo seu sistema de vendas moderno e pratico, pelos seus gabinetes de prova onde as Exmas. damas podem vestir e experimentar os modelos que mais se adaptem ao seu busto, é com justiça considerada a primeira casa do paiz. Chic e moderno estabelecimento que ao Chiado dá uma nota de elegância parisiense e onde as nossas lindas lisboetas dão “rendez-vous”».

                 

Tampa de caixa desenhada por Carlos Rocha em 1943 

 

 

Cartaz de Fred Kradolfer, num pano de cena

“A Pompadour” na Rua Augusta aberta em 1939

Mais tarde, abriram uma sucursal, também na Rua Augusta apelidada de “Sucursal Económica”

Ampliação da "Sucursal Económica" e cartazes de José Rocha 

Fábrica de cintas e espartilhos

 

                                    1941, por Maria Keil                                                 1947, por Fred Kradolfer                                 

  

Depois de encerrada deu lugar a uma loja de pronto-a-vestir “Vitrine” que procedeu a grandes alterações na decoração, que depois de ter desaparecido todo o mobiliário original só restou a a "screen-fachada" do fundo da loja, elemento mais importante e determinante da sua arquitectura de interiores, juntamente com os candeeiros. Esta loja encerrou e foi ocupada pela cadeia de lojas de cristais “Swarovsky” em 2011.

Interior da loja “Vitrine”

fotos in:  Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Hemeroteca Digital, Rua dos Dias que Voam

2 comentários:

Letra disse...

o anúncio da direita está assinado por Fred Kradolfer.
Carlos Rocha

José Leite disse...

Caro Carlos Rocha

Muito agardecido pela sua informação.

Cumprimentos

José leite