1 de dezembro de 2011

Grande Auditório Gulbenkian

O complexo do edifício-sede “Fundação Calouste Gulbenkian”, foi inaugurado em 2 de Outubro de 1969. Este complexo, prémio Valmor 1975, situado junto à Praça de Espanha, mais concretamente na Avenida de Berna, inclui serviços administrativos da Fundação, Biblioteca, 3 Auditórios, Museu Gulbenkian, Sala de Congressos, Anfiteatro e jardins, e o Centro de Arte Moderna criado em 1983. As instalações da Sede e Museu Gulbenkian, foram projectadas pelos arquitectos Ruy Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa. O complexo é envolvido pelo “Parque Gulbenkian”, projectado pelos arquitectos Viana Barreto e Gonçalo Ribeiro Telles.

                                                  “Fundação Calouste Gulbenkian”, em 1969

                            

Em 1983, numa das extremidades do parque, foi inaugurado o “Centro de Arte Moderna”, construído segundo projecto do arquitecto britânico Sir Leslie Martin. Em 1993, o Centro passou a ser designado como “Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão”, em homenagem ao primeiro presidente da Fundação.

O “Grande Auditório” da “Fundação Calouste Gulbenkian”, teve o seu concerto inaugural no dia 3 de Outubro de 1969, dia seguinte à inauguração oficial deste complexo. A sua concepção e construção foi orientada para albergar um grande número de actividades culturais por ela desenvolvidas, entre as quais a apresentação das suas orquestras de câmara, coro e bailado.

                                                               Grande Auditório, em 1969

                                      Foyer                                                                          Grande Auditório

 

                                                           Bar                                                                     Camarim

           

Os múltiplos fins a que se destinava foram clarificados, por ordem do seu valor para efeitos de concepção do auditório, assim:

  • Música sinfónica e coral-sinfónica, eventualmente com órgão e música de câmara
  • Congressos e conferencias, com tradução simultânea e projecção de imagem
  • Bailado e teatro, inicialmente com carácter experimental
  • Cinema

O seu concerto inaugural no dia 3 Outubro 1969, contou com a Orquestra de Câmara Gulbenkian e Coro Gulbenkian, interpretando «Te Deum» de João de Sousa Carvalho, sendo a orquestra dirigida pelo maestro italiano Gianfranco Rivoli.

                   Programa do Concerto de inauguração                                           Cartaz

              

Este “Grande Auditório” tem capacidade para 1228 lugares sentados, assim distribuídos: 651 lugares na 1º plateia, 416 lugares na 2ª plateia e 161 lugares no balcão.

 

É dotado de uma acústica extraordinária, porém  perfeitamente equipado para a realização de concertos amplificados. Podem ainda ser realizados espectáculos de Teatro, Dança e Ópera. Está equipado com um fosso de orquestra, no entanto este palco carece de teia e o bastidor é diminuto, pelo que qualquer espectáculo que necessite de movimentações de cenários, quer no sentido ascendente ou horizontal, não é viável e terão que ser encontradas soluções alternativas, passando pela adaptação do espectáculo às condições do auditório.

                                                                  Anúncio de 3 de Outubro de 1969

Sob a coordenação do engenheiro Carlos Eugénio Barros Vidal, foram consultores do projecto deste “Grande Auditório”:

  • Arquitecto William Allen, na acústica e iluminação
  • Engenheiro Fernando Cavaleiro e Silva (LNEC), na fase inicial
  • Richard Pilbrow e Richard Brett, como técnicos de iluminação
  • Ian Albery, como técnico de cena 

                                                    Fotos actuais do Grande Auditório e bastidores

                             

 

                      Sala de ensaio de orquestra                                                  Sala de ensaio do coro

 

   Camarim com piano e TV para seguir o espectáculo                                     Bar dos artistas

 

O complexo da “Fundação Calouste Gulbenkian”, conta actualmente ainda com o “Auditório 2” ( 334 lugares), “Auditório 3” (134 lugares), “Sala de Congressos”, “Sala Polivalente”, e “Anfiteatro” ao ar livre.

                                Auditório 2                                                                                  Auditório 3

 

                            Sala de Congressos                                                              Anfiteatro ao ar livre

  

Pelas centenas de fotos que tenho utilizado, e que que ainda utilizarei futuramente desta prestigiada Fundação para o meu blog, em tom de singelo e modesto agradecimento (e é pouco), publico aqui a programação próxima.

 

Para outros espectáculos consultar a Agenda 11/12

Brevemente publicarei um artigo acerca desta nobre e prestigiada “Fundação Calouste Gulbenkian”, motivo de orgulho de todos os portugueses, não só pela sua extensa obra de arte, actividades culturais e científicas mas também de filantropismo, etc. Portugal muito deve a esta instituição, fundada por testamento de Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955) em 1956, única no seu género no país.

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Calouste Gulbenkian

2 comentários:

António Duarte disse...

Agradeço toda a informação sobre o auditório da Fundação Gulbenkian e aproveito para colocar uma questão para a qual ainda não consegui resposta. Houve a inauguração do Grande Auditório mas, um ano ou dois mais tarde, houve a nova inauguração do órgão do grande auditório, com uma peça para orquestra e órgão de Frederico de Freitas. Por acaso sabem a data desta inauguração?
Obrigado!

José Leite disse...

Caro António Duarte

Não consegui saber.

Cumprimentos